Gulfood 2018 em Dubai teve participação de 100 empresas brasileiras

Ao menos 100 empresas brasileiras participaram da edição de 2018 da Gulfood, mais importante feira do setor de alimentos do Oriente Médio. A Câmara de Comércio Árabe Brasileira terá um estande na 23ª edição da mostra, que ocorreu de domingo 18 a 22 de fevereiro no Dubai World Trade Centre, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Neste ano, a Gulfood teve mais de 90 mil metros quadrados de área de exposição e reuniu mais de 5 mil expositores. Segundo a organização, foram 120 pavilhões nacionais e cerca de 97 mil visitantes de 185 países nos cinco dias da feira, entre compradores, expositores e gente ligada à indústria de alimentos e bebidas.

“Ano a ano cresce o número de empresas brasileiras participantes. Isso mostra que expor na Gulfood dá resultado”, afirmou Rubens Hannun, presidente da Câmara Árabe.

Ele destacou que o principal mercado de exportação para o Brasil nos países árabes é o de alimentos e bebidas, e a Gulfood acaba sendo a feira mais atrativa da região para as empresas nacionais.

Esteve no estande da Câmara Árabe, que participa do evento há mais de 10 anos, a Almada — fabricante de temperos; a Brumau/Ostimato, que produz óleos vegetais e grãos (como amendoins); a FIB Halal, certificadora halal; a Nutrire — do segmento de ração animal; e a O Primo Logistics — de serviços de logística.

Negócios

Toda a cadeia de alimentos e bebidas industrializadas, doces, grãos, cafés, proteína animal, entre outros segmentos, terá um representante brasileiro na Gulfood 2018.

O pavilhão Brasil, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ocupou uma área de 1,2 mil m², somando os dois mezaninos.

“Oito empresas ofereceram degustação de seus produtos”, contou Cristiano Braga, gerente de exportações da Apex-Brasil. “São indústrias que nunca exportaram e passaram por um programa de qualificação da agência”, explicou.

A expectativa de Braga era de que os negócios durante e após a Gulfood gerassem em torno de US$ 1,2 bilhão em 2018. Em 2017, a feira rendeu US$ 1,1 bilhão às pouco mais de 90 empresas brasileiras que viajaram com a Apex-Brasil.

Mercado atrativo

Para Braga, o crescente interesse das empresas brasileiras em participar de uma feira como a Gulfood mostra o potencial de negócios que o evento apresenta.

“A Gulfood recebe compradores do Oriente Médio, Norte da África e sudeste asiático. Dubai acaba sendo um canal importante de distribuição para essas regiões”, comentou.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) teve um espaço próprio na feira, onde 16 agroindústrias ocuparam uma área de 150m² com degustação de pratos, como o shawarma — tradicional entre os árabes — e omelete.

“Como maiores produtores e exportadores mundiais de carne de frango halal, o Brasil quer renovar e ampliar suas parcerias junto aos importadores e autoridades do Oriente Médio”, afirmou Francisco Turra, presidente da entidade, em comunicado divulgado à imprensa.

Os exportadores de frango participaram de rodadas de negócios e se encontraram com autoridades e associações de consumidores da região. Segundo Turra, os árabes são os principais clientes do frango brasileiro.