Exportação de cacau: principais estatísticas

O Brasil encontra-se entre os 10 países que mais produzem sua matéria-prima principal. Por isso, a exportação de cacau tem destaque no Brasil.  

Neste artigo você terá acesso aos principais dados do mercado internacional de cacau, sua logística, perspectivas da área e informações para melhorar suas negociações internacionais. Vamos lá?

História do Cacau no Brasil e sua comercialização atualmente

O cacau, fruto do cacaueiro, fez parte de diferentes histórias de civilizações antigas e já foi até chamado de “Fruto dos Deuses” mesmo antes da criação do chocolate — quando o fruto era utilizado para fazer bebidas (semelhante ao café) como oferenda aos deuses.

O estado brasileiro que mais produz o cacau é a Bahia, principalmente na cidade de Ilhéus, em que a produção de cacau é até hoje a base de sua economia: o clima favorece a colheita e a cidade está localizada de maneira estratégica para favorecer a logística de exportação do fruto via modal marítimo. 

Além disso, todos os anos fazendeiros abrem as porteiras de suas fazendas para visitação de fãs, entusiastas, historiadores e, é claro, negociadores nacionais e internacionais.



Com o grande potencial baiano, o Brasil já esteve entre os 3 maiores produtores de cacau no mundo. Mas, infelizmente, no início da década de 90 a indústria cacaueira foi atingida pela doença da “vassoura de bruxa”, que causou perdas significativas nas plantações. 

Mesmo com boa parte da produção migrando para o Pará, que demonstrou excelente capacidade produtiva e clima mais favorável (por não sofrer secas), até hoje o país não conseguiu recuperar sua colocação e caiu 4 posições no ranking de produção mundial.

Dados da exportação de cacau

Entre janeiro e maio de 2022, foram exportados US$ 78.219.576,00. Como esperado, os principais estados exportadores foram: 

  • Bahia – 75 mil toneladas;
  • São Paulo – 1 mil tonelada;
  • Pará – 685 toneladas. 

Os principais destinos do cacau brasileiro foram Argentina, Estados Unidos, Chile e Países Baixos.

A logística do cacau

Separamos alguns dados! Confira:

Principais NCMs utilizadas para o cacau

  • 18010000 – Cacau inteiro ou partido, em bruto ou torrado;
  • 18020000 – Cascas, películas e outros desperdícios de cacau;
  • 18040000 – Manteiga, gordura e óleo, de cacau;
  • 18050000 – Cacau em pó, sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes;
  • 18061000 – Cacau em pó, com adição de açúcar ou de outros edulcorantes.

Quantidade

Considerando todas as NCMs citadas, entre janeiro e maio de 2022, foram exportados US$ 78 milhões.

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Modais mais utilizados

O modal mais utilizado foi o marítimo, seguido pelo rodoviário.

Cenário mundial

Por conta da crise provocada pela COVID-19, o consumo de chocolate caiu a nível mundial. No Brasil a queda foi percebida tanto nas importações (9,6% no primeiro semestre de 2021 ) como nas exportações (35,3% no primeiro semestre de 2021). 

Os principais exportadores de cacau são Gana, Costa do Marfim e Holanda (Países Baixos). Atualmente, os estados brasileiros produtores compram grãos de cacau principalmente dos países do leste da África para processamento interno, que pode resultar na venda do produto acabado no mercado nacional ou internacional.

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Potencial brasileiro na indústria do cacau

Mesmo com as adversidades — que o Brasil tenta se recuperar pouco a pouco — o país foi oficialmente reconhecido em 2019 pela Organização Internacional do Cacau (ICCO) como país exportador de cacau 100% fino e de aroma, que possui alto valor agregado. 

Atualmente, o processo de produção do cacau para exportação é a granel (ou “Bulk”), com baixo valor agregado e se dá da seguinte forma: plantio, colheita, fermentação, secagem, armazenamento, limpeza e torragem.

No entanto, é sabido que o Brasil possui grande potencial para aumentar sua produção e exportação. 

Lembrando que a indústria cacaueira movimenta milhões de dólares em toda sua cadeia produtiva, gerando emprego, renda, atraindo investimentos estrangeiros e, consequentemente, reduzindo a pobreza das regiões produtoras.  

Espera-se que até 2024 a produção brasileira seja impulsionada por incentivos governamentais para a região norte do país. 

Leia mais: A importância de agregar valor ao produto para o comércio internacional

Como pesquisar informações de exportação no Logcomex Search Exportação

Essa é a tela inicial do Logcomex Search Exportação.

Vamos pesquisar informações do código NCM de 07133190, para “Feijões das espécies Vigna mungo (l.) Hepper ou Vigna radiata (l.) Wilczek, secos, em grão, mesmo pelados ou partidos”.

Assim, você obtém um panorama completo da exportação do produto.

Você tem acesso a Valor Exportado, Peso Exportado, Diferenciação por NCM, Modais, País de Destino, Unidades de Desembaraço, Exportações por Estado e Detalhes dos Embarques. Se interessou? Agende uma demonstração!