A iminente taxação de 25% sobre a importação de madeira anunciada pelo governo dos Estados Unidos pode alterar o cenário global. O Brasil, que exportou US$ 1,7 bilhão em madeira para os EUA no último ano, acompanha os impactos dessa medida com atenção.
O principal fornecedor americano, o Canadá, está entre os países que podem ser afetados pelas tarifas. Caso suas exportações para os EUA diminuam, o país pode buscar novos mercados, elevando a concorrência global. Além disso, o Brasil está sob investigação administrativa, o que pode resultar na aplicação de taxas semelhantes às impostas ao Canadá, México e China.
A região Sul do Brasil, responsável por 86,5% das exportações de madeira para os EUA, pode ser a mais impactada. Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul são os principais estados exportadores, com destaque para produtos como compensado de pinus, madeira serrada e molduras.
Em 2024, o Brasil exportou US$ 646,5 milhões em madeira, registrando um crescimento de 4% em relação a 2023. Os principais produtos exportados foram:
Os principais destinos das exportações brasileiras de madeira incluem Estados Unidos, China e União Europeia, mercados estratégicos que podem ser impactados pelas novas tarifas.
Outro fator de preocupação surgiu recentemente: a União Europeia abriu uma investigação contra o Brasil por possível prática de dumping no setor de compensados. A medida pode resultar em novas barreiras comerciais para os produtos brasileiros, aumentando ainda mais a necessidade de adaptação do setor.
Diante desse cenário, empresários e especialistas defendem políticas públicas para incentivar o consumo interno de madeira e fortalecer a competitividade do setor. A indústria madeireira brasileira, que planta cerca de 1,8 milhão de árvores por dia, se destaca pelo uso de matéria-prima renovável e sua contribuição para o mercado global.