Quando uma carga chega ao destino, inicia-se um período crítico, conhecido como “limbo operacional”. Esse intervalo de incerteza vai desde a chegada da carga até o seu desembaraço e liberação ao importador.
O tempo límbico, por sua vez, se caracteriza pela complexidade da comunicação entre o depositário e o fiscal. Por isso, a integração eficiente entre recintos alfandegados e sistemas dos órgãos anuentes tornou-se indispensável para garantir agilidade, segurança e conformidade nos processos aduaneiros.
O governo federal tem avançado na modernização do comércio exterior, unificando processos e órgãos em um único ambiente. Ainda assim, permanece a dependência de consultas manuais e, muitas vezes, fragmentadas.
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Diante disso, a Logcomex oferece soluções inovadoras a seus clientes, através de plataformas, nas quais a integração de dados e a troca de informações ocorrem de maneira eficiente e estratégica.
A dinâmica principal do processo de despacho e desembaraço aduaneiro depende, essencialmente, de duas áreas: a zona primária e a zona secundária.
Nesse contexto, os recintos alfandegados de zona primária e secundária assumem a responsabilidade pela custódia da carga. Além disso, respondem pela movimentação, armazenagem e posicionamento de mercadorias importadas e exportadas sob controle aduaneiro.
Por outro lado, os órgãos anuentes exercem a função de verificar se os documentos e os requisitos técnicos estão em conformidade com a legislação vigente. Assim, cabe a eles vetar ou autorizar a liberação da carga, em conjunto com a Receita Federal.
Essa estrutura, por si só, já configura um cenário desafiador. Quando somada ao elevado número de sistemas distintos utilizados pelos órgãos anuentes, acaba, consequentemente, ampliando o risco de falhas de comunicação ao longo do processo.
Diante disso, é justamente nesse ponto que recintos alfandegados e sistemas dos órgãos anuentes precisam atuar de forma integrada. Dessa forma, por meio da automação de processos, torna-se possível garantir maior eficiência no despacho e no desembaraço aduaneiro. Ao mesmo tempo, fortalecem-se a gestão, a segurança e a agilidade no fluxo de cargas.
Apesar dos avanços tecnológicos, ainda existe uma grande diferença entre o que se espera e o que o setor, de fato, conseguiu alcançar na melhoria dos processos de comércio exterior.
Isso ocorre, principalmente, em razão do grande número de sistemas divergentes e, além disso, da ausência de uma plataforma unificada que concentre informações essenciais. Como consequência, o operador precisa realizar diversos acessos, o que, por sua vez, dificulta a tomada de decisão, retarda o desembaraço aduaneiro e, inevitavelmente, eleva custos, prazos e riscos operacionais.
Nesse cenário, a situação se torna ainda mais complexa quando entra em cena um dos principais fatores de ineficiência: a fragmentação da consulta manual, que compromete a fluidez do processo e amplia a margem para erros.
A rotina dos profissionais de comex no Brasil exige a consulta a vários sistemas para acompanhar o andamento da carga, atender às exigências impostas pelos órgãos reguladores e garantir que cada etapa ocorra dentro do prazo previsto.
A fragmentação na consulta manual ocorre porque diferentes órgãos (Receita Federal, Ibama, Banco Central etc.) e diferentes sistemas (Portal Único Siscomex, Sisbacen etc.) gerenciam diferentes partes das operações, fazendo com que os usuários utilizem várias plataformas de forma manual para que alcancem uma visão abrangente do processo.
Em muitos casos, é necessário comparar informações entre ambientes diversos, pois nem tudo está sincronizado ou atualizado em tempo real.
Essa fragmentação impede a obtenção de uma visão consolidada da operação e, além disso, exige que o analista domine várias ferramentas e processos, bem como insira a mesma informação em diferentes sistemas.
O desencontro das informações ocorre devido a maneira como o ecossistema do comércio exterior foi construído no Brasil.
Cada órgão e agente usa um sistema, estrutura de dados, fluxos e programações diferentes. Dessa forma, apesar de todos tratarem da mesma operação, cada um registra e atualiza as informações a seu modo e em seu tempo.
E é nesse “Triângulo das Bermudas” que ocorrem as contradições, incertezas, perda de informações, atrasos no processo e até despesas adicionais.
O posicionamento de carga, por exemplo, é registrado pelo terminal assim que é feita a movimentação física no pátio, enquanto o órgão federal atualizará o status somente após o registro da mercadoria ser enviado, processado e validado, o que pode levar algum tempo e, caso haja qualquer falha na comunicação entre os sistemas (divergência de informações, instabilidades etc.), impedir que as informações avancem na rede governamental, enquanto o terminal mantém o posicionamento de carga informado.
Nesse cenário, o importador se vê no meio de informações divergentes para o mesmo processo, tentando descobrir qual delas reflete o que realmente de fato aconteceu.
Esse desencontro de informações é uma das maiores causas dos atrasos no fluxo do processo de despacho e desembaraço aduaneiro.
Por isso, os processos que incluem recintos alfandegados e sistemas de órgãos anuentes precisam de acompanhamento próximo, o que faz com que a automação se apresente como um caminho natural, uma vez que reduz a necessidade de conferências manuais, sincroniza as informações entre diferentes fontes e garante que todos trabalhem com dados comuns e atualizados.
Nos últimos anos, o governo federal tem progredido na unificação dos sistemas pela adoção do Portal Único de Comércio Exterior.
Hoje, o API Recintos (Application Programming Interface) integra sistemas informatizados, permitindo que se troquem informações de forma eficiente e automatizada, tornando o processo menos burocrático.
Já o módulo LPCO (Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos), no Portal Único, centraliza e simplifica a solicitação de autorizações necessárias às operações de exportação e importação que dependem de permissões dos órgãos anuentes.
Embora ofereçam benefícios e apresentem avanços, a unificação não está operando em sua plenitude.
A comunicação entre sistemas ainda enfrenta instabilidade e, além disso, algumas integrações continuam apenas parciais. Como resultado, há operações que não aparecem no sistema com a rapidez esperada, fazendo com que, em determinados momentos, pontos específicos do fluxo precisem ser verificados manualmente e, posteriormente, confirmados em plataformas diferentes.
Nesse contexto, observa-se uma lacuna considerável entre a adesão formal ao sistema e a sua aplicação operacional efetiva. Isso ocorre, sobretudo, em razão da grande heterogeneidade entre terminais e recintos distribuídos pelo país, seja no que diz respeito à infraestrutura disponível, seja quanto ao nível de desenvolvimento tecnológico adotado.
Enquanto alguns recintos, por um lado, adotaram integralmente os módulos, integrando rotinas e promovendo atualizações em tempo real dos eventos de movimentação e anuência, por outro, outros ainda operam com integrações incompletas ou dependem de processos manuais adicionais.
Como consequência direta, essa diferença se reflete na forma e na velocidade com que as informações sobre a carga, os documentos exigidos ou as licenças são atualizadas, o que, por fim, impacta diretamente o fluxo de liberações da carga.
Nesse contexto, ferramentas externas, como as oferecidas pela Logcomex, que reúnem informações e automatizam consultas se tornam grandes aliadas do importador.
A automação na gestão de pátio e liberação traz impactos importantes para o comércio exterior, reduzindo gargalos, aumentando a eficiência e melhorando a previsibilidade das operações.
Benefícios na gestão de pátio
Benefícios na liberação de carga
Além desses benefícios, a automação possibilita a criação de um histórico unificado das operações, simplificando as auditorias e consultas posteriores, caso necessário.
É nessa etapa que a tecnologia consegue conectar elementos que estavam dispersos e que, se não forem integrados, se tornam obstáculos contínuos na relação entre recintos alfandegados e sistemas dos órgãos anuentes.
Com a automatização, as empresas agilizam os processos, modernizam as operações, aumentam o nível de competitividade, otimizam os recursos e garantem mais segurança aos envolvidos.
A Logcomex, pensando em soluções focadas na visibilidade da cadeia logística, desenvolveu o LogAutomation.
Essa plataforma possibilita que o importador trabalhe com dados centralizados e coerentes. Entre seus principais diferenciais estão:
Ao unir o planejamento, monitoramento detalhado e análise de dados com visão completa da cadeia, o LogAutomation gera um fluxo que antes era fragmentado, em um processo contínuo e confiável.
Com a automação, a empresa diminui as incertezas, aprimora a gestão operacional e estabelece condições para que as decisões se baseiem em dados fidedignos.
Dessa forma, a conexão entre Recintos alfandegados e sistemas dos órgãos anuentes se torna um ponto de consulta eficaz, completamente integrado à estratégia de supply chain.
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