Confira o panorama da importação de doces no Brasil nos últimos 9 meses

Halloween: confira estatísticas da importação de doces

Gostosuras ou travessuras? Importações! O Halloween hoje e não tem como lembrar dessa data tão marcante sem pensar em doces. Afinal de contas, é justamente o momento de buscá-los. Aquela atividade engraçada de se caracterizar e montar um personagem para conseguir conquistar a maior quantidade possível de doces. Aqui no Brasil essa cultura ainda não é tão forte, mas mesmo assim é uma data importante. Cheia de surpresas! Vamos entender as estatísticas que a importação de doces traz!

Continue acompanhando com a gente a leitura desse artigo. Já vai se programando pra ano que vem fazer parte desse cenário docemente assustador! 

Projeções do Halloween no Brasil: importação de doces

O Halloween é celebrado no dia 31 de outubro. Uma data esperada por muitas pessoas ao redor do mundo e que vem ganhando mais espaço a cada ano no calendário brasileiro também. 

Inclusive, dados passados e projeções de grandes marcas para esse ano evidenciam o cenário. 

Em 2019, período pré-pandemia, informações apontadas pela Euromonitor indicaram que o valor de venda no varejo de confeitos de açúcar e goma de mascar alavancou o Brasil para a quarta posição do ranking mundial. 



Foram US$ 3.762 milhões em faturamento, o que corresponde a venda de 292 mil toneladas de produtos. 

Essa marca, inclusive, colocou o país verde e amarelo atrás apenas de Estados Unidos, China e Japão. 

A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) — que representa 93% do mercado no país — já afirmou que o Halloween está incorporado no calendário brasileiro e que a data é de muita importância para o setor. 

Mesmo em um ano muito atípico — como em 2020, começo da pandemia — a balança comercial do setor de balas apresentou resultado positivo com superávit de US$ 64,6 milhões entre janeiro e setembro. 

As exportações do segmento foram para EUA, Argentina e Paraguai. 

Leia mais: Consumo de chocolate no mundo: como é o comércio do produto?

As projeções para 2022 também estão a todo vapor. 

Com a retomada econômica no período pós-pandemia, o mercado está mais aquecido e investindo cada vez mais em produtos diferentes e atrativos. 

As grandes marcas prospectam altas para a data sazonal incorporada no calendário nacional. Vamos ver:

Fini — segundo informações deles, a projeção é de aumento em 40% nas vendas. O décimo mês do ano é muito importante para eles, já que comemoram o ‘Outubro Fini’, somando com outras datas sazonais. Eles apostam em estratégias de marketing de consumo.

Perfetti — acreditam em aumento de 33% nas vendas com aposta nas balas mastigáveis e embalagens para compartilhar. 

Oferecendo materiais de divulgação para lojistas, a empresa acredita que a retomada econômica ajudará em resultados ainda melhores que os do ano passado para a marca. 

Haribo — a empresa prevê que as vendas aumentem em 20%. 

A estratégia está em encantar o consumidor através de varejistas parceiros e investimento em ilhas temáticas de Halloween para disponibilizar os doces. 

Docile — os itens sazonais da empresa podem ter alta de 117% nas vendas. A expectativa, segundo a empresa, é pela notoriedade e crescimento da marca no mercado de balas e gomas. Com esse destaque esperam alavancar ainda mais a comercialização deste ano. 

Por isso, o mês de outubro é tão importante para as marcas envolvidas no setor. Durante todo o ano há preparação para o Halloween que se mostra cada vez mais presente e potente dentro do Brasil. Toda a preparação tem o foco na comercialização do dia 31.

Leia mais: Estatísticas de comércio exterior: como encontrar dados de importação e exportação no Brasil?

Panorama do Halloween no EUA

Celebração muito tradicional e que repercute no mundo todo, o Halloween nos Estados Unidos é um evento e tanto. As pessoas investem muito em fantasias e doces. 

Por isso, o mês de outubro é um excelente cenário sazonal para alavancar as vendas do mercado de balas, gomas e chocolate. 

Neste ano, os varejistas e consumidores começaram o Halloween mais cedo. Desde o começo do mês a movimentação já é intensa por lá e a aposta é de que as vendas devem chegar a US$ 10,68 bilhões em produtos. 

Esse número representa um aumento de 3,9% em relação ao ano passado. A projeção é ainda uma aposta alta, bem à frente dos números de 2019, pré-pandemia, quando a marca foi de US$ 8,8 bilhões. 

Leia mais: Importações dos Estados Unidos: principais produtos e estatísticas

O aumento dos números está ligado diretamente a mais consumidores que devem fazer parte do Halloween em 2022. 

Uma pesquisa da Prosper Insights & Analytics em setembro ouviu 8.283 pessoas. Desse total, espera-se que 69% participem das celebrações doces e assombrosas. Essa marca está acima dos 65% de 2020 e também dos 68% em 2019. 

A pesquisa percebeu ainda que os varejistas fizeram pedidos e lançaram mostruários nas lojas mais cedo do que nunca.

Grandes nomes do varejo, como Target, Sam’s Club e Costco fizeram pedidos em maio, dois meses antes do ano passado, segundo informações dos executivos de licenciamento. 

Marcas específicas para a data, como a Party City e Spirit Halloween, também aumentaram o número de lojas dedicadas ao período. 

A Spirit Halloween, por exemplo, planejava abrir 1.450 locais temporários, 50 pontos a mais do que ano passado. Já a Party City tinha como alvo de 130 a 150 lojas. 

Dados gerais da importação de doces no Brasil 

Para apresentar um panorama da importação de doces no Brasil nos últimos 9 meses, pesquisamos no Logcomex Search os seguintes NCMs:

  • NCM 2007.99.90 — Doces, pures e pastas, de outras frutas
  • NCM 2007.91.00 — Doces, geléias, “marmelades”, purês e pastas, de cítricos
  • NCM 1901.90.20 — Doce de leite
  • NCM 1704.10.00 — Gomas de mascar, mesmo revestidas de açúcar, sem cacau
  • NCM 2106.90.50 — Gomas de mascar, sem açúcar
  • NCM 1704.90.20 — Caramelos, confeitos, dropes, pastilhas, e produtos semelhantes, sem cacau
  • NCM 2106.90.60 — Caramelos, confeitos, pastilhas e produtos semelhantes, sem açúcar
  • NCM 1806.90.00 — Outros chocolates e preparações alimentícias contendo cacau
  • NCM 1806.32.10 — Chocolate não recheado, em tabletes, barras e paus
  • NCM 1806.31.10 — Chocolate recheado, em tabletes, barras e paus
  • NCM 1704.90.10 — Chocolate branco, sem cacau.

Total FOB importado alcançando a marca de US$ 110.297, com um peso líquido total importado de 18.026 kg. 

Já a quantidade de operações estimada representa um valor de 1.594. Na imagem abaixo, os valores de frete, seguro e quantidade estatística da importação de doces no Brasil nos últimos 9 meses:

A Itália lidera o ranking dos países de origem da importação de doces em valor FOB, seguido por Suíça, Bélgica e Polônia. 

No ranking de principais unidades de desembaraço, Santos lidera disparado, à frente de Itajaí, Inspetoria da Receita Federal de São Borja, porto de Paranaguá, alfândega de Foz do Iguaçu e de Uruguaiana.

O principal estado importador de doces é Minas Gerais, com 43% das importações. Em seguida, estão São Paulo, Santa Catarina e Paraná  com 26%, 18% e 9% respectivamente.

Entre os principais modais de transporte utilizados na importação de doces são o marítimo e rodoviário: 

Por fim, em relação à tendência de importação de doces ao longo dos últimos 9 meses, o valor total importado e peso apresenta queda nos meses de fevereiro e abril, com recuperação a partir de maio: 

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1 comentário em “Halloween: confira estatísticas da importação de doces”

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