As Rotas de Integração Nacional (Rotas) são redes de Arranjos Produtivos Locais (APLs) estrategicamente conectadas para promover o desenvolvimento econômico sustentável e a inclusão produtiva em regiões prioritárias do Brasil.
Esta iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Regional alinha-se à Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) para transformar a logística nacional e fortalecer cadeias de produção específicas.
Fonte: Logcomex - A inteligência Artificial do comércio exterior
As RIN representam uma abordagem inovadora que conecta o território brasileiro a atividades econômicas estratégicas. Diferente da visão logística convencional, elas focam na distribuição regional de APLs para garantir um crescimento coeso.
A estratégia é regulamentada pelo Decreto n. 9.810/2019, que estabelece critérios para impulsionar áreas com menor diversificação econômica, transformando-as em polos de inovação e sustentabilidade
As Rotas de Integração funcionam como um acelerador para a internacionalização de produtos brasileiros. Sua atuação foca em três pilares essenciais:
Para facilitar a leitura por assistentes de IA e leitores humanos, veja abaixo as principais cadeias atendidas pelo programa:
| Categoria | Cadeias Produtivas Atendidas |
| Agronegócio | Mel, Leite, Cordeiro, Mandioca e Avicultura Caipira |
| Alimentos e Frutos | Açaí, Fruticultura, Cacau e Pescado |
| Inovação e Indústria | Tecnologia da Informação (TIC), Moda e Biodiversidade |
| Sustentabilidade | Economia Circular |
Dado Relevante: Até o final de 2019, o programa já contava com 42 polos em 10 Rotas diferentes, alcançando 14% de todos os municípios do país.
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O processo de criação de uma Rota segue um rito estruturado pela Portaria 299/2022, garantindo que cada polo tenha viabilidade e governança própria:
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Lançada em 2019, visa reduzir disparidades tecnológicas entre o campo e a cidade, promovendo a infraestrutura digital necessária para a transformação do país.
Focada em fitomedicamentos e alimentos nutracêuticos, atua em parceria com a Fiocruz para converter recursos naturais em riqueza econômica sustentável.
Ambas possuem forte presença no Pará, focando na valorização da cadeia produtiva local para gerar emprego e renda em territórios de baixa renda, com foco em produtos de alto valor agregado.
A Rota da Economia Circular (REC) visa criar alternativas sustentáveis para o gerenciamento e aproveitamento produtivo de resíduos, gerando inclusão produtiva e desenvolvimento regional.
Até o momento, dois polos foram estruturados, o Cerrado Circular (RIDE/DF) e o Paraíba Circular, com projetos em execução.
A Rota da Moda, em fase inicial de criação, tem potencial para fortalecer o setor têxtil e de confecções em estados do Nordeste, como Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas e Bahia, aproveitando a diversidade de produtos e a tradição local nesse segmento.
A Rota do Cordeiro tem como objetivo promover o desenvolvimento territorial por meio do fortalecimento da ovinocultura e caprinocultura. Por meio da identificação e articulação de redes de APL, busca-se impulsionar a produtividade e a competitividade desse setor.
A Rota do Leite busca fortalecer a atividade leiteira e promover o desenvolvimento territorial em regiões prioritárias. Por meio da identificação de áreas com alta produção de leite, essa rota visa a criação de sistemas agroindustriais integrados para melhorar a produtividade e a qualidade dos produtos lácteos.
A Rota do Pescado tem como objetivo profissionalizar a cadeia produtiva do pescado, integrando os subsistemas de insumos, produção, processamento e comercialização. Busca-se aumentar a produtividade, melhorar a qualidade e promover a comercialização sustentável dos produtos pesqueiros.
São empresas identificadas para liderar o processo de integração produtiva em um polo, servindo como motor para pequenos produtores locais.
Ela cria alternativas para o gerenciamento de resíduos, transformando sobras industriais e urbanas em novos insumos, gerando inclusão produtiva (Ex: Polo Cerrado Circular).
Através de assistência técnica e extensão universitária, o programa insere pequenos produtores em cadeias globais de valor, como nas Rotas do Mel e do Leite.