5 técnicas de negociação internacional para aplicar em sua empresa

 

A negociação internacional é um processo complexo e desafiador, exigindo habilidades específicas dos profissionais e das empresas porque envolve a interação entre diferentes culturas, práticas comerciais e expectativas econômicas. Para alcançar o sucesso nesse ambiente altamente competitivo, é essencial dominar as técnicas de negociação adequadas.

Por isso, neste artigo, você vai entender a importância da negociação internacional no comércio exterior e, além disso, como se preparar para enfrentar desafios e aproveitar oportunidades desse cenário.

Tenha uma ótima leitura!

A importância estratégica da preparação no comércio exterior

Não podemos esquecer que as atividades comerciais da negociação em um ambiente internacional apresenta desafios únicos que exigem uma abordagem focada em ajudar as empresas de ambos os lados (compra e venda).

Afinal, tanto exportadores quanto importadores, visam maximizar suas chances de sucesso e diminuir os custos.

Uma empresa que se prepara de forma consistente entra na mesa de negociação com domínio sobre prazos, termos contratuais, modalidades de pagamento e responsabilidades de cada parte.

Esse domínio reduz incertezas, evita concessões desnecessárias e fortalece a posição da empresa ao demonstrar profissionalismo e confiabilidade.

Além do mais, a preparação melhora a capacidade de identificar oportunidades ocultas, ajuda a ajustar propostas de forma realista e ainda possibilita antecipar eventuais barreiras técnicas ou comerciais.

Portanto, negociar com preparação significa conduzir o processo com segurança e ampla visão, fatores que influenciam diretamente os resultados e a continuidade da relação comercial.

Técnica 1: Estudo aprofundado do mercado e da cultura (O fator Inteligência)

Antes de mais nada, é preciso esclarecer que uma das competências que os profissionais atuantes em negociações internacionais precisam lidar é com a Inteligência cultural.

De forma prática, trata-se de uma habilidade indispensável que vai além do domínio de técnicas de negociação ou logística internacional.

A Inteligência Cultural compreende conhecer profundamente o mercado e a cultura do país com o qual se pretende negociar, fator esse que influencia diretamente a qualidade e a fluidez do diálogo entre as partes em uma negociação internacional.

Cada ambiente comercial possui códigos próprios, desde expectativas sobre prazos e padrões de qualidade até formas específicas de demonstrar confiança, estabelecer autoridade ou conduzir concessões.

Quando o negociador analisa fatores como estrutura do setor, práticas dos concorrentes, comportamento de consumo, barreiras regulatórias e dinâmica de preços, ele entende não só o que o comprador ou o vendedor deseja, mas também por que deseja. Além disso, esse entendimento reduz ruídos e antecipa objeções.

Da mesma forma, compreender nuances culturais (como comunicação direta ou indireta, grau de formalidade, relação com o tempo, importância do vínculo pessoal e hierarquia, além da sensibilidade a críticas) evita interpretações equivocadas que podem impedir o avanço das negociações.

Em muitos países, a negociação só evolui depois que se constrói um vínculo de confiança, enquanto em outros a prioridade recai sobre eficiência e objetividade.

O estudo dessas diferenças permite calibrar o tom da conversa, o ritmo das concessões e a forma de apresentar propostas. Além disso, ajuda a identificar o momento adequado para pressionar o fechamento das negociações.

Ao unir análise de mercado e sensibilidade cultural, o negociador amplia sua capacidade de ler cenários e ajustar estratégias. Assim, ele conduz as tratativas de maneira mais consistente, tornando a negociação internacional menos sujeita a improvisos e mais orientada por informações sólidas.

Técnica 2: Definição clara de objetivos e limites (BATNA)

Mais conhecida como Best Alternative to a Negotiated Agreement, a BATNA é uma das maiores referências atuais em negociações.

O seu conceito central se refere ao plano B, ou seja, ter uma alternativa pronta para quando a negociação não evoluir conforme o esperado.

Além disso, ao definir previamente essa alternativa, o negociador cria uma referência objetiva. Isso reduz impulsos reativos à pressão da outra parte e evita concessões que prejudiquem a viabilidade do acordo.

Essa preparação também permite delimitar o preço mínimo aceitável para um produto ou serviço. Isso ocorre a partir da análise dos custos, dos riscos operacionais e das metas internas de rentabilidade.

Da mesma forma, a definição da margem de negociação ajuda a calibrar as tratativas. Assim, é possível preservar valor enquanto se cria a percepção de flexibilidade, algo útil diante de parceiros que aplicam barganhas intensas como prática cultural.

No contexto de comércio exterior, frequentemente nos deparamos com negociações de frete internacional extensas e muitas vezes envolvendo BID com grandes corporações.

Leia mais em: Quais os tipos de frete internacional? Como fazer a melhor negociação?

A definição prévia das prioridades, como prazo, qualidade e volume, ajuda a estruturar as trocas realizadas na negociação, nas quais é possível ceder em aspectos de menor impacto para obter ganhos reais nos elementos que sustentam o desempenho da operação.

Técnica 3: Flexibilidade e busca pelo ganho mútuo (Integrativa)

A flexibilidade a busca pelo ganho mútuo tendem a sustentar qualquer negociação internacional quando se reconhece a diferença entre abordagens distributivas e integrativas.

Na vertente distributiva, cada lado opera sob a lógica de soma zero, ou seja, o que um conquista, o outro perde, o que tende a limitar a negociação e deteriorar o relacionamento comercial.

Já a negociação integrativa amplia o horizonte ao tratar interesses e não posições como ponto central, de forma a permitir que ambos os lados identifiquem espaços para se obter o ganho mútuo.

Na abordagem integrativa, as concessões deixam de ser sinal de fraqueza e passam a representar movimentos estratégicos, desde que construídas com base na leitura cuidadosa das prioridades do parceiro, das restrições operacionais e das condições culturais que moldam seu processo decisório.

A geração de opções de valor mútuo antes de qualquer decisão, incentiva a formulação de arranjos em que preço, prazo, qualidade, suporte técnico ou volume possam ser combinados de maneira a atender as necessidades de ambas as partes em uma negociação.

Ou seja, a capacidade de adaptar propostas, explorar alternativas e ajustar expectativas são pontos que sustentam uma negociação de forma cooperativa, o que fortalece a confiança e amplia a probabilidade de resultados positivos para as duas partes.

Técnica 4: Rigor no planejamento logístico e legal

Ser fiel ao planejamento logístico é um desafio nos dias atuais, pois estudos já revelaram que as empresas com maior grau de adaptabilidade são as que mais se destacam no mercado global.

No entanto, alguns aspectos relacionados à legislação e despesas logísticas são inegociáveis porque representam altos riscos para a empresa, como multas, sobretaxas e penalidades severas que podem impactar na margem de lucro da operação.

Em outras palavras, primar pelo rigor em processos logísticos significa gerir os riscos de uma importação ou exportação sem esquecer dos efeitos colaterais a curto, médio e longo prazo.

Leia mais em: Compliance no comércio exterior: Como implementar e seus benefícios

Técnica 5: Construção de confiança e relacionamento duradouro

Não podemos esquecer que a construção de confiança nas grandes negociações envolve desde esforços quanto ao estreitamento das relações comerciais entre importador e exportador quanto na melhoria do relacionamento com players essenciais como agentes de carga e transportadores.

Neste contexto, a NCM Intel pode ser utilizada para monitorar os principais players e suas movimentações para avaliar a solidez e o histórico de parceiros, pois quem negocia com base em dados, fecha vendas com sucesso

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Certamente você conclui que a negociação internacional é uma ciência que exige preparação e inteligência de dados, certo?

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