As conversas sobre os acordos comerciais, em 2026, têm sido frequentes entre os profissionais de Comércio Exterior — e não é por acaso.
Atualmente, o cenário mundial passa por mudanças constantes, na medida em que as cadeias de produção se reorganizam, os blocos regionais ganham força e as negociações bilaterais voltam a ocupar papel central nas estratégias das empresas.
Nesse contexto, para quem importa e exporta, acompanhar tarifas, acordos e exceções deixou de ser apenas uma recomendação e passou a ser uma necessidade essencial para manter a competitividade e garantir a continuidade das operações.
Paralelamente, cresce a busca por uma maior diversidade de fornecedores, impulsionada sobretudo pela estratégia de friend-shoring, que prioriza parcerias comerciais consideradas mais estáveis do ponto de vista político e econômico.
Dessa forma, os acordos comerciais contribuem para a redução de custos, riscos e incertezas. No entanto, a instabilidade política, as exigências ambientais e as mudanças regulatórias tornam o acompanhamento dessas negociações cada vez mais desafiador.
É justamente nesse ponto que a inteligência de mercado se torna essencial, pois permite transformar dados dispersos em decisões práticas — exatamente onde plataformas como a Logcomex se destacam.
Mercosul e União Europeia: perspectivas tarifárias para o próximo ano
A União Europeia, por sua vez, deu aval, na última sexta-feira (9), à assinatura do pacto comercial com o Mercosul. Assim, concluiu um processo de negociações iniciado em 1999.
A decisão, aprovada pela maioria qualificada dos países do bloco europeu, abre caminho para a formalização de um dos maiores acordos de livre comércio do mundo.
Embora ainda dependa de etapas adicionais de aprovação, a expectativa é de impacto positivo no longo prazo, com a redução dos custos de importação e a ampliação das oportunidades de exportação, especialmente no setor agropecuário.
Nesse sentido, o objetivo central do acordo é ampliar as transações comerciais entre os dois blocos. Para isso, prevê-se a redução dos impostos incidentes sobre as exportações, tanto do Brasil quanto da Europa.
Além disso, as reduções tarifárias ocorrerão de forma gradual. Ao mesmo tempo, serão estabelecidas regras comuns para investimentos, regulamentos e para o comércio de bens industriais e agrícolas, o que traz maior previsibilidade às relações comerciais.
A expectativa, portanto, é que os principais benefícios para o Brasil se concentrem no setor agropecuário. Itens como carne, grãos e frutas cítricas, que hoje enfrentam altas tarifas, tendem a ganhar competitividade no mercado europeu.
Entretanto, a inserção mais ampla e sólida na União Europeia também amplia o número de consumidores. Com isso, o setor produtivo é pressionado a elevar padrões de produção, capacidade e eficiência.
Compromisso com sustentabilidade
O acordo ficou equilibrado e bem alinhado com os desafios ambientais, sociais e econômicos. Ele reforça o compromisso com a sustentabilidade. Além disso, promove avanços nas áreas do clima e da biodiversidade.
Ao mesmo tempo, incentiva produtos da bioeconomia e outros bens produzidos de forma sustentável. Também amplia as oportunidades para pequenos produtores e comunidades tradicionais.
Nesse contexto, cria mecanismos para verificar o cumprimento das regras ambientais e assegura que a expansão do comércio ocorra sem prejuízos ao meio ambiente, apoiando, inclusive, a transição energética.
Mesmo que não esteja mencionada explicitamente nos documentos dos acordos comerciais de 2026, a Aduana Verde se relaciona diretamente com os princípios ambientais estabelecidos.
Nesse sentido, atua como uma ferramenta prática para a efetivação desses compromissos. Para isso, intensifica os controles, solicita informações sobre a cadeia produtiva e incorpora dados ambientais à atuação aduaneira.
Assim, verifica se as operações se ajustam às exigências previstas no acordo e evita que o comércio se reduza a um processo meramente burocrático.
Diante desse cenário, soluções de inteligência que cruzam dados aduaneiros, informações de mercado e critérios ambientais ajudam a antecipar riscos e a estruturar operações mais alinhadas às novas exigências.
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Gestão de tarifas de importação: como o planejamento tributário evita perdas
Nesse sentido, desconsiderar os detalhes da organização tributária pode levar a gastos elevados e à aplicação de sanções rigorosas.
Diante dos acordos comerciais em 2026, o conhecimento das abordagens adequadas torna-se ainda mais relevante para assegurar eficácia, regularidade e redução de custos.
Além disso, estratégias bem estruturadas de planejamento tributário são fundamentais para garantir que as operações de importação sejam seguras e economicamente vantajosas.
Para alcançar esse nível de resultado, organizações que buscam desempenho superior precisam adotar uma abordagem especializada, combinando expertise multidisciplinar com processos já comprovados.
Nesse processo, torna-se indispensável realizar uma análise minuciosa de cada etapa, identificar oportunidades de incentivos fiscais e assegurar o pleno cumprimento das regulamentações em vigor.
O papel da Tarifa Externa Comum (TEC)
A Tarifa Externa Comum define as alíquotas que os países do Mercosul aplicam sobre produtos provenientes de fora, buscando assegurar uma política comercial unificada e prevenir distorções no comércio entre os integrantes.
Por sua vez, a Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (LETEC) serve como ferramenta de flexibilidade dentro desse acordo. Através da LETEC, cada país tem a possibilidade de adotar tarifas diferentes das previstas na TEC, para uma quantidade limitada de produtos.
Essa medida geralmente é utilizada para atender a demandas específicas de cada economia, como casos de escassez de oferta interna, elevação de preços ou proteção temporária a determinados setores.
Acompanhar essas mudanças em 2026 será fundamental, principalmente em um cenário de renegociação de acordos e ajustes econômicos. A ausência desse acompanhamento pode implicar em gastos desnecessários ou na perda de competitividade temporária.
Ex-Tarifário: oportunidades para BK e BIT
Dentro desse contexto, o Ex-Tarifário se consolida como uma ferramenta essencial no comércio exterior brasileiro, criada com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento industrial e tecnológico do país.
Por meio desse mecanismo, é possível obter a redução ou até mesmo a isenção temporária dos impostos de importação sobre bens de capital (BK) e bens de informática e telecomunicações (BIT) que não possuem equivalentes produzidos no Brasil.
Assim, sua relevância está diretamente ligada ao potencial de estimular a modernização do parque industrial nacional, reduzindo custos de produção e, consequentemente, aumentando a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.
Por outro lado, o principal desafio desse regime está na gestão de prazos, renovações e requisitos técnicos. Nesse cenário, essa tarefa torna-se consideravelmente mais simples com o apoio de plataformas que centralizam e organizam essas informações de forma integrada.
Certificado de Origem e o impacto nos benefícios
O Certificado de Origem correto não é apenas burocracia, mas sim um instrumento estratégico para mitigar riscos e maximizar ganhos nas operações de comércio exterior, assegurando que os benefícios dos acordos sejam realmente aplicados.
Ele atesta a procedência da mercadoria, sendo a chave para garantir a isenção ou redução de impostos, conforme acordos comerciais, tornando o produto mais competitivo, agilizando o desembaraço aduaneiro e validando a conformidade com as regras de origem preferenciais, evitando fraudes e atrasos, sendo essencial para o acesso a vantagens tarifárias e fiscais.
Desafios e compliance no monitoramento de novos acordos
Os desafios e compliance no acompanhamento de novos acordos envolvem lidar com a complexidade das regulamentações, superar barreiras culturais, incorporar tecnologias avançadas como inteligência artificial e blockchain para análise de dados, garantir um monitoramento contínuo e dinâmico, além de integrar essas iniciativas com outras áreas da organização.
Transformar diretrizes teóricas em práticas efetivas no dia a dia é crucial. O foco central deve ser na prevenção, detecção e resposta ágil a irregularidades, utilizando ferramentas apropriadas, adaptando-se constantemente às evoluções regulatórias e demonstrando a relevância estratégica do compliance.
O enquadramento incorreto da NCM faz com que penalidades sejam aplicadas como: multas, correção de tributos, apreensão de mercadorias, suspensão de benefícios fiscais, processos administrativos e judiciais.
A transição para processos digitais resultou em transformações significativas. A DUIMP, por exemplo, simplifica o rastreamento de benefícios e promove maior transparência, mas também demanda mais consistência nas informações fornecidas.
Assim, o compliance deixa de ser apenas uma exigência legal e se torna um elemento estratégico para a proteção do negócio.
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Como a tecnologia auxilia na gestão de acordos comerciais em 2026
Em 2026, discutir acordos comerciais sem considerar a tecnologia não faz sentido. No dia a dia das empresas, os dados assumiram um papel central na tomada de decisões.
Hoje, é possível simular custos comparando diferentes acordos, origens e regimes especiais, o que proporciona muito mais clareza, antes mesmo de se firmar um contrato internacional.
Outro benefício significativo é o monitoramento quase automatizado de alterações em tributos como II, IPI e PIS/COFINS, além das tarifas preferenciais.
Em vez de serem surpreendidas por mudanças repentinas, as empresas conseguem prever impactos e ajustar suas estratégias com maior tranquilidade.
Além disso, a análise dos fluxos comerciais globais permite detectar tendências, novos fornecedores e movimentos de mercado com certa antecipação, o que é um diferencial crucial em um cenário cada vez mais acelerado e competitivo.
Leve a inteligência para suas operações com as soluções da Logcomex
A Logcomex oferece uma plataforma integrada que conecta todo o ecossistema do comércio global, desde o planejamento estratégico com ferramentas de inteligência de dados até uma visibilidade avançada de toda a cadeia de suprimentos.
Ao consolidar informações, como dados de mercado, dados aduaneiros e indicadores logísticos, a empresa possibilita que importadores, exportadores e operadores tomem decisões de forma mais ágil e fundamentada.
Em um cenário onde os acordos comerciais se multiplicam e as regulamentações estão em constante mudança, a inteligência de mercado deixou de ser apenas um diferencial, tornando-se indispensável.
As soluções da Logcomex tornam a complexidade mais compreensível, oferecendo suporte que vai do planejamento tributário ao monitoramento operacional.
FAQ – tópicos e respostas curtas
O que muda nos acordos comerciais em 2026?
Os acordos ganham peso estratégico, com novas tarifas, exigências ambientais e maior integração entre blocos econômicos.
Qual a importância do acordo Mercosul–União Europeia?
Ele reduz tarifas, amplia o acesso ao mercado europeu e cria oportunidades, especialmente para o agronegócio brasileiro.
Como as exigências ambientais impactam o comércio?
Passam a influenciar controles aduaneiros, critérios de origem e validações sobre a cadeia produtiva das mercadorias.
O que é a Tarifa Externa Comum (TEC)?
É a alíquota aplicada pelo Mercosul a produtos importados de fora do bloco, buscando uniformidade comercial
Para que serve a LETEC?
Permite que países do Mercosul adotem tarifas diferentes da TEC para produtos específicos, de forma temporária.
O que é o Ex-Tarifário?
Um regime que reduz ou zera o imposto de importação para BK e BIT sem produção nacional equivalente
Por que o Certificado de Origem é estratégico?
Porque viabiliza benefícios tarifários, reduz impostos e evita atrasos ou questionamentos no desembaraço.
Quais riscos o erro de NCM pode gerar?
Multas, cobrança retroativa de tributos, perda de benefícios fiscais e processos administrativos.
Como a tecnologia ajuda na gestão de acordos?
Permite simular custos, acompanhar mudanças regulatórias e antecipar impactos antes da tomada de decisão.
Qual o papel da inteligência de mercado em 2026?
Transformar dados dispersos em decisões práticas, reduzindo riscos e aumentando previsibilidade nas operações.
