Diversas práticas aplicadas ao processo de importação podem evitar exigências adicionais, retrabalho e atrasos no desembaraço de mercadorias. Entender como vincular NCMs aos atributos no Catálogo de Produtos é uma delas.
Isso porque, com a chegada da Declaração Única de Importação (DUIMP), o comércio exterior brasileiro passou a operar com um padrão de dados muito superior ao da antiga DI.
O que, antes, era preenchido com descrições mais livres e validações menos estruturadas, agora, exige informações técnicas consistentes, padronizadas e reaproveitáveis – e isso muda completamente a forma como as empresas organizam o cadastro de mercadorias.
O Catálogo de Produtos é o coração dessa nova operação. Ele funciona como o repositório mestre do Portal Único, sendo o elemento que:
Quando bem estruturado, o Catálogo reduz redundâncias e dá escala à operação, pois o mesmo produto pode ser utilizado em múltiplas declarações com consistência.
Por outro lado, quando mal estruturado, ele amplifica erros, e cada DUIMP passa a repetir inconsistências que poderiam ter sido eliminadas na origem.
O ponto crítico, porém, raramente está em “cadastrar o produto”. O maior desafio é preencher corretamente os atributos que cada NCM exige.
Esses atributos detalham a mercadoria em um nível granular. Um erro nessa frente trava a declaração, podendo criar custos invisíveis como armazenagem adicional, reprogramações logísticas e impacto direto na cadeia produtiva.
Descubra na prática como vincular NCMs aos atributos no Catálogo de Produtos, identificando o que é obrigatório, garantindo consistência técnica e reduzindo riscos no envio da DUIMP.
E, para empresas que precisam ganhar escala com governança, a solução Catálogo de Produtos da Logcomex apoia esse processo, padronizando cadastros, destacando atributos exigidos por NCM e ajudando a prevenir falhas antes que elas virem exigências.
Leia também: Tabela NCM: o que é? Como fazer sua consulta?
No Portal Único, a NCM deixou de ser apenas um código classificatório. Ela funciona como o gatilho que define quais informações técnicas precisam ser prestadas para cada mercadoria.
Na prática, toda vez que uma NCM é informada, o sistema abre automaticamente uma lista de atributos específicos associados àquele código.
Esses atributos variam conforme o tipo de produto e refletem exatamente o que o governo precisa saber para analisar a operação.
Os atributos são campos estruturados que detalham tecnicamente a mercadoria. Por exemplo:
Cada atributo possui:
Ou seja: atributos não são campos livres. Por que isso muda completamente o jogo? Na antiga DI, grande parte dessas informações ficava concentrada na descrição detalhada em texto livre.
Isso gerava:
Com a DUIMP, esse modelo foi substituído por dados estruturados. Em vez de “descrever bem”, agora é preciso preencher corretamente.
Se a descrição tentava explicar o produto, com a novidade, os atributos o definem tecnicamente.
Nisso, a NCM funciona como o mapa. Ela determina:
Por isso, um erro na NCM contamina todo o restante do cadastro. Atributos incorretos ou incompatíveis com a NCM geram alertas, exigências e travamentos da DUIMP.
A vinculação correta entre NCM e atributos segue uma lógica clara. Ainda assim, na prática, muitos erros acontecem por pular etapas ou tratar esse processo como mero preenchimento de campos.
Abaixo está o fluxo essencial para prevenir gargalos e facilitar padronização.
Tudo começa aqui. A NCM define quais atributos o Portal Único vai exigir para aquele produto. Se a NCM estiver incorreta:
Por isso, a NCM deve ser validada com base em:
Regra prática: NCM errada resulta em atributos errados e, consequentemente, DUIMP travada.
Com a NCM correta, o próximo passo é entender quais atributos aquela NCM exige. No Portal Único, os atributos são dinâmicos:
Para identificar corretamente:
Esse é um ponto crítico. Muitos erros acontecem não por má-fé, mas por interpretação incorreta do atributo. Preencher “o que parece fazer sentido” em vez do que o atributo realmente pede é um dos principais motivos de exigências adicionais.
3. Preenchimento e padronização
Identificados os atributos, o foco passa a ser preencher corretamente e manter padrão. No Catálogo de Produtos, cada atributo deve:
Exemplos comuns de erro:
Essas variações parecem pequenas, mas quebram a lógica de padronização da DUIMP e geram inconsistências na análise.
Apoio tecnológico, nesse caso, é essencial. O Catálogo de Produtos da Logcomex, por exemplo, funciona como um aliado estratégico, uma vez que ajuda a:
Com o processo bem estruturado, o preenchimento deixa de ser um risco operacional e passa a ser um ativo de governança e escala.
Mesmo com a NCM correta e os atributos identificados, o risco operacional permanece.
Afinal, grande parte das exigências na DUIMP não nasce de desconhecimento do processo, mas de falhas pontuais no preenchimento e, principalmente, da falta de atualização contínua do Catálogo de Produtos.
A seguir, os dois pontos que mais geram problemas e que exigem atenção redobrada.
Alguns atributos têm impacto direto no valor aduaneiro, no tratamento administrativo ou no enquadramento fiscal da mercadoria.
São campos que, quando preenchidos de forma imprecisa, levantam alertas automáticos para a Receita Federal.
Exemplos de atributos sensíveis:
Na prática, esses campos são utilizados para:
Quando o atributo é mal preenchido, há risco de questionamento de valor, portanto de DUIMP travada.
Outro desafio crítico e muitas vezes negligenciado é que a tabela de atributos não é estática.
O governo atualiza periodicamente os atributos exigidos por NCM, seja por mudanças regulatórias, novos controles ou ajustes de padronização.
Nesse sentido, um produto cadastrado corretamente no passado pode estar incompleto ou incorreto hoje sem que a empresa perceba.
Isso cria uma situação perigosa: o Catálogo parece correto, a DUIMP é enviada e a exigência surge apenas na análise.
Manter o Catálogo atualizado exige:
Aqui, a dor fica latente. Como garantir que centenas ou milhares de produtos continuem conformes ao longo do tempo?
Sem tecnologia, esse controle se torna manual, fragmentado e altamente sujeito a falhas.
Leia também – Erros comuns na adaptação à DUIMP: como evitá-los
Enquanto o volume de produtos é pequeno, muitas empresas conseguem gerenciar o Catálogo de Produtos de forma manual, seja diretamente no Portal Único, seja com apoio de planilhas.
O problema surge quando a operação cresce e passa a lidar com centenas ou milhares de SKUs, cada um com NCM, atributos e requisitos próprios.
Nesse cenário, a gestão manual deixa de ser apenas ineficiente e passa a ser um risco operacional relevante.
Trabalhar com planilhas ou cadastrar produtos um a um no Portal Único apresenta limitações claras:
Além disso, o Portal Único não foi concebido como uma ferramenta de gestão em larga escala, mas como um canal de declaração.
Gerenciar catálogos extensos diretamente nele significa operar sempre no limite do erro.
Por isso, quando o volume aumenta, surge a necessidade de “inteligência de Catálogo”, e empresas com grande portfólio precisam ir além do controle manual.
Elas precisam ter capacidade de estruturar, padronizar e replicar atributos em massa, mantendo conformidade contínua.
Na prática, isso significa:
Sem esse nível de inteligência, cada novo produto vira um novo ponto de falha.
Já deu para perceber que, no contexto do Novo Processo de Importação (NPI), planilhas não escalam. A complexidade dos atributos, a frequência de atualizações e a necessidade de precisão exigem apoio tecnológico avançado.
Nesse sentido, ferramentas especializadas transformam a gestão do Catálogo de Produtos em um processo controlado e escalável.
Elas permitem:
É por isso que empresas mais maduras tratam o Catálogo de Produtos como um ativo estratégico, e não como um cadastro operacional, investindo em tecnologia para ganhar previsibilidade, conformidade e eficiência em larga escala.
O Catálogo de Produtos da Logcomex foi desenvolvido exatamente para automatizar, padronizar e dar governança ao vínculo entre NCM e atributos, reduzindo o risco operacional da DUIMP.
Ele permite que empresas avancem no NPI com menos risco, menos esforço manual e muito mais previsibilidade.
Um dos maiores diferenciais da solução é o uso de inteligência artificial para criação e revisão do Catálogo.
A tecnologia permite:
Na prática, isso significa sair de um processo manual, lento e sujeito a erros para um modelo automatizado, ágil, consistente e orientado por dados.
A solução também organiza, sem necessidade de intervenção, os produtos de forma estruturada, permitindo:
Esse nível de organização é essencial para empresas com catálogos extensos, em que a falta de padrão costuma gerar inconsistências e exigências recorrentes.
Outro ponto-chave do Catálogo de Produtos da Logcomex é a validação inteligente e antecipada dos atributos. A plataforma ajuda a:
Com isso, a empresa atua de forma preventiva, corrigindo falhas no Catálogo, não apenas reagindo quando a DUIMP já está travada.
Como os atributos e exigências do governo mudam ao longo do tempo, a solução também apoia a manutenção contínua do Catálogo, permitindo:
Isso garante que o Catálogo continue válido e confiável, mesmo em um ambiente regulatório dinâmico.
Mais um destaque: o Catálogo de Produtos da Logcomex se integra ao Portal Único Siscomex, simplificando a publicação das informações e garantindo que os dados cadastrados no Catálogo estejam prontos para uso na DUIMP.
O resultado é uma operação mais ágil, segura, padronizada e escalável.
Não. Nem todas as NCMs possuem atributos obrigatórios. Porém, quando a NCM possui atributos definidos pelo governo, o preenchimento é obrigatório. A ausência ou o erro em um único atributo já é suficiente para travar a DUIMP.
Os atributos exigidos estão definidos no Portal Único Siscomex e variam conforme:
Como essa consulta é dinâmica e sujeita a alterações, depender apenas de consultas manuais aumenta o risco de erro e desatualização.
Na prática, empresas mais maduras preenchem também atributos opcionais relevantes para aumentar previsibilidade e segurança.
Não é recomendado. Os atributos seguem padrões específicos de preenchimento, com unidades de medida, formatos e opções pré-definidas.
Textos genéricos, abreviações inconsistentes ou variações (“kg”, “quilo”, “kilogramas”) podem gerar inconsistência de dados e levar a exigências.
Em grande parte, sim. Na DUIMP, os atributos substituem boa parte da antiga descrição detalhada em texto livre da DI, transformando a caracterização do produto em dados estruturados.
A descrição textual continua existindo, mas precisa ser coerente com os atributos preenchidos.
6. Quem é responsável legal pelo preenchimento correto dos atributos?
A responsabilidade é sempre do importador, mesmo que:
Por isso, é fundamental ter governança interna sobre o Catálogo de Produtos.
Sim. A tabela de atributos é atualizada periodicamente pelo governo, seja por mudanças regulatórias, novos controles ou ajustes técnicos.
Um produto cadastrado corretamente hoje pode ficar incompleto amanhã, se não houver monitoramento e revisão contínua.
As consequências mais comuns são:
Em casos mais graves, pode haver questionamento de classificação fiscal.
Apenas em operações muito pequenas. Para empresas com dezenas ou centenas de SKUs, planilhas:
No contexto da DUIMP, planilhas aumentam o risco operacional.
Sim. Essa é uma das melhores práticas. A DUIMP reaproveita dados do Catálogo, então qualquer erro existente será replicado.
Revisar e padronizar produtos antes do uso recorrente evita exigências em cadeia.
Tratar atributos como um detalhe burocrático. Na DUIMP, atributos são determinantes para análise fiscal, administrativa e de risco.
Eles devem ser tratados com o mesmo rigor que a classificação fiscal.
Um sistema especializado atua onde o controle manual deixa de ser viável. Ele apoia a operação ao centralizar, padronizar e validar os dados do Catálogo de Produtos, reduzindo riscos antes mesmo do envio da DUIMP.
Na prática, esse tipo de solução permite:
A DUIMP estabeleceu um novo nível de rigor para a importação no Brasil.
Nesse cenário, a fluidez da declaração passou a depender diretamente da qualidade do vínculo entre a classificação fiscal e os dados técnicos que descrevem a mercadoria.
É esse alinhamento que determina se a operação avança com previsibilidade ou se enfrenta exigências e retrabalho.
Empresas mais maduras já entenderam que o Catálogo de Produtos não é apenas um requisito do Portal Único, mas um instrumento de governança da operação.
E a forma como NCMs e atributos são estruturados impacta a classificação fiscal no NPI, o tratamento administrativo, o tempo de liberação de mercadorias e os custos totais da operação.
Quando esse cadastro é tratado de maneira fragmentada ou manual, o risco se multiplica.
Em um ambiente regulatório cada vez mais orientado por dados, previsibilidade nasce da qualidade da informação.
É justamente nesse ponto que a tecnologia se torna decisiva. Soluções especializadas, como o Catálogo de Produtos da Logcomex, ajudam a transformar um processo complexo e suscetível a falhas.
Ao apoiar a identificação dos atributos exigidos, promover consistência entre produtos e facilitar a manutenção contínua do catálogo, a Logcomex contribui para que a empresa opere a DUIMP com mais segurança e menos esforço operacional.