Neste dia do trigo, confira dados da importação e exportação de trigo

Dia do trigo: quais são os dados de importação e exportação?

Você sabia que hoje é comemorado o dia nacional de um dos grãos mais antigos e consumidos no mundo? Pois é. Hoje é dia do trigo! O cereal está presente na nossa vida em diversas formas: em grãos, como farinha, enfim… É só observar um pouquinho que você vai encontrar trigo presente na sua rotina. Essa alta no uso dele não acontece somente aqui no Brasil, vale para nível mundial também. Esse é justamente o foco do nosso artigo hoje: importação e exportação do trigo. 

Vamos saber mais sobre esse grão? Acompanhe aqui!

Cenário da importação e exportação brasileira de trigo 

O trigo é um dos grãos mais consumidos e cultivados no mundo, ocupando a 3ª posição dentro dos cereais. Perdendo apenas para o arroz e o milho. 

O produto é composto, principalmente, por amido, celulose, fibras e glúten, por isso tão presente no consumo humano e nas casas brasileiras. 

Mesmo sendo muito utilizado internamente, o cereal não é original da América do Sul. O trigo foi trazido para o Brasil em 1534, mas o clima quente do país dificultou a plantação e manutenção do cereal. 



O cultivo principal se deu em São Paulo, mas se espalhou para outros estados com o passar dos anos (a partir da década de 40) alcançando Rio Grande do Sul e Paraná — que é, inclusive, o maior produtor entre os estados brasileiros atualmente

Hoje, o Brasil é um dos maiores produtores de trigo para consumo próprio, mas o grão é pouco exportado para fora. 

A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) apontou que são produzidas cerca de 6 milhões de toneladas de cereal por ano. 

Porém, o consumo dentro do país é de 12,8 milhões de toneladas. Esse seria, então, o principal motivo para que o país precise importar tanto trigo de fora. Sendo a Argentina o principal fornecedor.

Outro fator a ser destacado é que se trata de um produto vendido, basicamente, no mercado interno. O que faz o agricultor ter poucas oportunidades de venda com melhores remunerações. 

Cenário bem parecido com o que acontece também com a soja e o milho. 

A previsão é que a safra de trigo do Brasil 2022/23 bata recorde de 10,5 milhões de toneladas, segundo dados que constam no relatório divulgado pela StoneX no último mês de outubro. A estimativa de setembro foi 9,67 milhões de toneladas. 

Importante destacar ainda dentro dessa previsão que a exportação do grão pelo Brasil em 22/23 aumentou para 2,8 milhões de toneladas, comparado ao 2,5 na previsão passada. Entretanto, as exportações devem ser apertadas e menores nessa temporada. Em compensação, a importação do trigo deve crescer por conta dos preços mais atrativos da Argentina para o primeiro semestre de 2023, ainda de acordo com o apontamento da StoneX. 

De acordo ainda com um relatório da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), a colheita da safra 2022/23 do produto deve resultar em 9,2 milhões de toneladas no Brasil.

Essa marca é um recorde 19% maior que a temporada passada, 2021/22

Esse resultado deve suprir 70% do consumo dentro do país. Mesmo assim, ainda abaixo da demanda interna que passa de 12 milhões de toneladas. 

As safras recorde são registradas no Brasil desde 2017, quando eram 4,3 milhões de toneladas. Em 2021, último registro fechado, o número saltou para 7,7 milhões de toneladas, equivalente a um aumento de quase 80%.

Exportações globais de trigo

O trigo possui um amplo mercado de negociação no mundo, até mesmo por conta do destaque de produção dos grãos que muitos países possuem. 

Por exemplo, Ucrânia e Rússia, se somadas as produções, equivalem a 1/4 de toda exportação do cereal no mundo

Por isso, a guerra impacta tanto o mercado de commodities, dificultando a produção, escoamento e, consequentemente, causando a subida de preços. 

Entre os 10 principais países produtores de trigo e suas safras em um ano estão:

  • China – 134 milhões de toneladas 
  • Índia – 98 milhões de toneladas
  • Rússia – 85 milhões de toneladas
  • Estados Unidos – 47 milhões de toneladas
  • França – 36 milhões de toneladas
  • Austrália – 31 milhões
  • Canadá – 29 milhões de toneladas
  • Paquistão – 26 milhões de toneladas
  • Ucrânia – 26 milhões de toneladas
  • Alemanha – 24 milhões de toneladas.

Dados do Atlas Economic Complexity Wheat and meslin, exports by country, 2019 — ainda pré pandemia — apontaram que a Rússia e os Estados Unidos são os países que mais exportam trigo, sendo 16,42% e 16,39%, respectivamente. 

O Canadá aparece na sequência exportando 13,46%. A Ucrânia tem o equivalente a 9,36% dessa fatia com as exportações de trigo. Enquanto a Argentina, principal exportador do cereal para o Brasil, soma 5,14%.

Qual é o maior produtor de trigo no Brasil?

O Brasil ainda não é autossuficiente em relação à produção de trigo para consumo interno. Por isso, é preciso importar o grão para sanar a demanda nacional. Entretanto, alguns estados brasileiros já se destacam no cultivo do cereal.

Segundo a Conab, as áreas mais indicadas para a plantação e cultivo do trigo no país são o Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além da região do cerrado na Bahia. Há, inclusive, projeções de crescimento na produção e na safra nesses pontos. 

O maior produtor de trigo é o Paraná, com previsão de 3,5 milhões de toneladas. Logo na sequência, o destaque no cultivo fica com o Rio Grande do Sul, produzindo 2,3 milhões de toneladas. Juntos, apenas esses dois estados brasileiros, representam 86% de todo trigo produzido dentro do país.

Quanto o Brasil produz de trigo? 

Atualmente, o Brasil produz cerca de 6 milhões de toneladas de trigo. A produção nacional não é suficiente para a demanda interna, por enquanto. 

Porém, a médio prazo, pesquisadores acreditam que esse cenário pode ser diferente. O Chefe-geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, avaliou que o país, em menos de 10 anos, poderá produzir todo o trigo que precisa. 

Para ele, alguns dos fundamentos para essa conquista são o aumento de áreas de cultivo e o melhoramento genético de cultivares, combinado com o manejo artesanal para aumentar a rentabilidade na produção.

Ainda segundo ele, a previsão é de que até 2030 o Brasil deve produzir mais de 20 milhões de toneladas de trigo, tendo o necessário para consumo e ainda conseguindo exportar o excedente do grão. 

Dados da importação de trigo 

Através da nossa plataforma separamos a distribuição dos dados da importação brasileira de trigo de janeiro a agosto. Veja:

Nos primeiros 8 meses de 2022, o Brasil importou mais de US$ 85k de trigo

Valor total da importação de trigo no período

Em relação à quantidade em peso de trigo importada pelo Brasil no período, a importação representou mais de 180k. 

Quantidade em peso da importação de trigo

O principal país de onde o Brasil compra trigo é a Argentina, de onde vêm 47% das importações de trigo, com um peso médio superior a 162 mil kg.

Com representatividade muito inferior surge a Itália e o Uruguai e Bermudas — com 13% e 6%, respectivamente. 

País de origem e aquisição da importação de trigo

Como o Brasil importa trigo principalmente da Argentina, o principal modal de transporte utilizado é o rodoviário — representando 96,60%. Isto pode se dever também pelo custo deste modal, que é o mais barato.

Modais de transporte na importação de trigo

Falando de números gerais da importação, foram 297 operações estimadas, com um frete médio de 7k, seguro a um valor superior a 23k. Já a quantidade estatística representou mais de 180k.

Dados gerais da importação de trigo

Ainda que o Paraná de fato seja o maior produtor de trigo, ele não é o maior exportador — perdendo apenas para Santa Catarina.

Estado brasileiros que mais importam trigo

Falando das cidades dos importadores, em Santa Catarina, a principal é Dionísio Cerqueira, liderando o ranking com mais de 9 mil kg. Na sequência temos Foz do Iguaçu, no Paraná, com mais de 6 mil kg.

Cidades brasileiras que mais importam trigo

Em relação às unidades de desembaraço sim o Paraná lidera, com a alfândega de Foz do Iguaçu. Em seguida, aparece a alfândega de Dionísio Cerqueira e a alfândega de Uruguaiana.

Principais unidades de desembaraço da importação brasileira de trigo

Por fim, a tendência de importação brasileira de trigo, mostrando a queda sofrida em fevereiro, em decorrência da guerra, seguida de uma recuperação em março — que se mantém até agosto. 

Tendências da importação de trigo brasileira de janeiro a agosto de 2022

Dados da exportação de trigo 

O mesmo foi feito para a exportação de trigo. Compilamos os principais dados da exportação brasileira de trigo entre janeiro e agosto de 2022 para vocês.

Em relação ao valor total de trigo exportado no período, o valor ultrapassou os U$S 10k.

Valor total da exportação de trigo

Nos primeiros 8 meses de 2022, o peso total de trigo exportado foi de mais de 15 mil kg. 

Peso total da exportação de trigo

Quando falamos de países de destino das exportações brasileiras de trigo, nosso maior comprador é disparado a Venezuela — que importou mais de 10 mil kg do produto.

Países de destino da exportação de trigo

Como nosso principal comprador também está na América do Sul, faz sentido que o modal mais utilizado para o transporte do trigo exportado seja o rodoviário — com representatividade de 73%.

Principais modais de transporte da exportação de trigo

No Brasil, o estado que mais exporta trigo é o Ceará. Possivelmente, um resultado do cultivo de trigo no cerrado, processo que começou em 2012 e já abrange uma área de 67 milhões de hectares — uma representatividade de 8,2% do total (850 milhões de hectares em todo território nacional). 

Exportação de trigo por estado brasileiro

No ranking das unidades de desembaraço mais relevantes para a exportação brasileira de trigo, o destaque também fica no cerrado: na cidade de Pacaraima. Em seguida vem o Porto de Paranaguá, com uma representatividade de menos da metade em relação à cidade roraimense.

Unidades de desembaraço da exportação de trigo

Como vimos, o trigo é uma das principais commodities para o Brasil, tendo importância inegável para a economia e o comércio global. Sendo que as previsões para o grão no país são favoráveis, com tendência de aumento de produção, redução da importação e aumento da exportação.

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