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Importações dos Estados Unidos: cenário atual

Por muitos anos os Estados Unidos foi considerado o principal parceiro comercial do Brasil, tanto nas importações quanto nas exportações, porém com o crescimento da China, o gigante asiático se tornou a principal origem dos produtos importados e exportados, tanto para o Brasil quanto para a América. 

Neste artigo, você vai poder analisar o cenário atual das importações com origem nos Estados Unidos e identificar possíveis tendências.

Cenário das importações nos Estados Unidos

Atualmente, os Estados Unidos representam 10,3% de todas as exportações e 17,6% de todas as importações brasileiras. 

De janeiro a julho de 2021 as importações aumentaram 14,6% comparado ao mesmo período do ano anterior, o que representa U$S2.5 bilhões. Os principais produtos importados dos EUA para o Brasil no primeiro semestre de 2021 foram:

  1. Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) – 18%
  2. Motores e máquinas não elétricos e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) – 7%
  3. Gás natural, liquefeito ou não – 5,5%
  4. Demais produtos- Indústria de transformação – 4,4%
  5. Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários – 4%
  6. Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes – 3,3%

Já os principais produtos exportados do Brasil para os EUA foram:



  1. Produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço – 17%
  2. Óleos brutos de petróleo e de minerais betuminosos, crus – 8,5%
  3. Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes – 4,5%
  4. Demais produtos da indústria da transformação – 4.1%
  5. Celulose – 3.8%
  6. Ferro-gusa, spiegel, ferro-esponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas.

As principais unidades de desembaraço foram: Santos, Aeroporto de Viracopos, Uberlândia, Jundiai, Aeroporto do Rio de Janeiro, São José dos Campos, São Paulo e o porto do Rio de Janeiro.

Logística nos Estados Unidos e a influência para o Brasil

Ao realizar uma pesquisa no módulo Search, da Logcomex, é possível observar que os principais modais utilizados das importações brasileiras foram em primeiro lugar o marítimo e em segundo o aéreo. 

Os portos que mais se destacam nos Estados Unidos são:

  1. Porto de Houston – O porto que recebeu mais carga à granel, líquida na forma de petróleo e produtos químicos, e granel seca (grãos, carvão): 210 milhões de toneladas foram destinadas ao comércio internacional.
  2. Porto de South Lousiana – Ficou em segundo lugar do ranking de portos que receberam maior quantidade de carga: 116 milhões de toneladas.
  3. Porto de Los Angeles – Foi o que registrou maior número em movimentação de contêineres: 9.335 milhões de TEUs (Twenty Foot Equivalent Unit)
  4. Portos de Long Beach e Nova York: são os segundos e terceiros maiores portos norte-americanos em movimentação de contêineres: 7.632 milhões de TEUs e 7.471 milhões de TEUs, respectivamente.

Já os aeroportos americanos com maior movimentação de carga são: 

  1. Aeroporto Internacional de Dallas / Fort Worth (DFW), Texas
  2. Aeroporto Internacional JFK (JFK), Nova York.
  3. Cincinnati / Northern Kentucky International Airport (CVG), Ohio.
  4. Aeroporto Internacional de Los Angeles (LAX), Califórnia 

Desafios na logística norte americana

Congestionamentos e atrasos

Assim como ao redor do mundo, a logística portuária dos Estados Unidos também enfrenta dificuldades. Em razão da pandemia e do aumento da demanda do comércio internacional, os portos norte-americanos estão cada vez mais congestionados. 

Os navios levam mais tempo para atracar, o que causa uma reação em cadeia: há muitos contêineres chegando, mas a falta de espaço nos armazéns e terminais não permite que eles sejam descarregados imediatamente. 

“As chances de sua embarcação chegar a tempo são de cerca de 40%, quando era de 80% no ano passado”, afirmou Bob Biesterfeld, CEO da C.H. Robinson Worldwide, Inc. (uma das maiores empresas logísticas americanas), para a CNN Business.

Além do congestionamento, há uma outra questão que piora essa situação: a falta de motoristas de caminhão para levar as mercadorias para o consumidor ou importador. 

Dados da American Truck Associations (ATA) mostram que seria necessário contratar cerca de 1.1 milhão de motoristas para suprir a falta de profissionais para os próximos 10 anos. Esse problema está afetando a distribuição de combustível, uma vez que ele não é entregue a tempo nos aeroportos e o resultado disso é o atraso e cancelamento de voos, tanto no transporte comercial como nos de carga. 

Frete Internacional: China – Estados Unidos

Por muito tempo a China e os Estados Unidos viveram uma guerra comercial, mas sabe-se que atualmente eles também são grandes parceiros comerciais e são interdependentes. 

Por esse motivo, hoje enfrentam um desafio muito maior do que as retaliações sofridas anteriormente: o valor do frete internacional.

No início de agosto, a tarifa da rota China (costa leste) – Estados Unidos (costa oeste), registrou um recorde histórico. Desde o início da história da utilização de contêineres, o valor nunca foi tão caro.

A temporada de compras americanas (Black Friday e Natal) se aproxima e as importações se tornam ainda mais necessárias. Mas este é mais um ano em que, agora, além do aumento nos surtos da variedade delta da COVID-19, importadores americanos precisarão enfrentar portos fechados e adversidades climáticas

Observa-se que eles já estejam buscando estratégias que variam desde aumentar o número de contratos com empresas de navegação a comunicar o cliente final uma possível falta de produtos. 

Leia mais: Paralisação em Ningbo: como isso afeta o Brasil e o mundo?

Em entrevista para CNBC (Consumer News and Business Channel), Hua Joo, consultor executivo da consultoria de pesquisa Alphaliner afirmou que:

“Os navios só podem ser operados de forma lucrativa em negócios onde as taxas de frete são mais altas, e é por isso que a capacidade está mudando, principalmente para os EUA”.

Leia mais: A importância da Inteligência de Mercado no Comércio Exterior

Tendências de mercado 

Tanto Estados Unidos quanto Brasil podem perceber que as importações com origem da China, além de mais demoradas que o normal, estão ainda mais caras. 

Por conta disso, acredita-se existir uma forte tendência de mercado para a chamada interregionalidade, que ocorre quando o comércio internacional se dá dentro de determinadas regiões — da qual Brasil e a América Latina podem se beneficiar com importações provenientes dos Estados Unidos e vice-versa.

As companhias de navegação não preveem uma melhora repentina dos custos de frete, tampouco para a organização da cadeia logística internacional. 

É possível perceber que a crise não se limita ao Brasil, mas está presente em todo o cenário mundial. Por esse motivo, é de extrema importância estudar e analisar dados para encontrar alternativas inteligentes para sua importação ou exportação. 

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