Confira os dados de exportação da cachaça brasileira

Exportação de cachaça do Brasil: confira os números do setor

A cachaça brasileira é popularmente conhecida no país. Com a ampliação dos horizontes, outros países do mundo também têm conhecido a “pinga” do Brasil. Prova disso é que o setor exerce uma grande influência econômica para o país com mercado aberto para venda da bebida alcoólica para mais de 60 países no mundo, destaque para Estados Unidos, Paraguai e Alemanha. Confira neste artigo os números do setor relacionados à exportação de cachaça do Brasil. 

Breve história da produção de cachaça no país

Podemos dizer que a história da produção de cachaça no Brasil começou por volta de 1502, quando os portugueses trouxeram as primeiras mudas de cana-de-açúcar para o país, junto com as técnicas de destilação. 

Alguns anos depois, entre 1516 e 1526, o primeiro engenho de açúcar foi instalado em Pernambuco e assim essa cultura foi crescendo rapidamente. 

Lembrando que a cachaça nada mais é que o produto proveniente da fermentação e destilação do caldo da cana-de-açúcar.

Para se ter uma ideia, em 1585 os registros históricos apontavam 195 engenhos. Já em 1629 esse número saltava para 349, todos em atividade. 



Nesse contexto, a história aponta que a primeira cachaça teria sido produzida entre 1516 e 1532 em algum engenho do litoral. 

As hipóteses mais concretas são três: entre 1516 e 1526 em um engenho em Pernambuco; entre 1532 e 1534 em um engenho no litoral de São Paulo e em 1520 em um engenho de Porto Seguro, na Bahia. 

Diante disso, é possível afirmarmos que a cachaça brasileira é o primeiro destilado a ser produzido em larga escala e com relevância econômica na América. 

Sendo assim, houve aumento na demanda de mão de obra para os plantios e engenhos de cana-de-açúcar, o que contribuiu para aumento do comércio de escravos. 

Com o aumento da produção, as exportações da época também foram fortalecidas, ainda mais que — diferente do vinho e cerveja — a cachaça não estragava durante as viagens mais distantes de barco. O alto teor alcóolico preservava a bebida.

Ao fim do século XVII, a hegemonia do açúcar brasileiro foi quebrada pela produção de holandeses na América Central, fornecendo um produto mais barato e melhor. 

Essa crise reorientou as usinas brasileiras para a produção de cachaça. Entre 1710 e 1830, cerca de 310 mil litros da bebida alcoólica foram enviados em um ano para Luanda. 

Pelo menos um quarto desse total era trocado por escravos. 

Nesse período houve ainda a multiplicação dos alambiques nos engenhos de São Paulo e Pernambuco, o que ajudou a espalhar a cachaça pelo Rio de Janeiro e Minas Gerais — estados que produzem aguardente até hoje. 

Sendo produção de cachaça branca (pura) e em barris de madeira (em busca de tons e sabor). 

Leia mais: Principais produtos exportados pelo Brasil: dados e estatísticas

Mercado da cachaça no Brasil

A cachaça é uma das bebidas alcoólicas mais tradicionais e queridas no país, inclusive por fazer parte da caipirinha. 

Esse setor de exportação de bebidas alcoólicas sofreu um impacto grande com a chegada da pandemia da Covid-19. 

Para se ter uma ideia, em 2020 a exportação em litros caiu 23,9% em relação a 2019, somando 5,57 milhões de litros exportados. 

Porém, a recuperação de mercado está acontecendo, com grandes prospecções para 2022, inclusive. 

Essa retomada é marcada por números divulgados pelo Comex Stat, compilados pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). 

A variação percentual de 2021, comparado com 2020, apontou crescimento de 38,39% em valor e 29,52% em volume. 

Ao todo, foram exportados 7,22 milhões de litros de cachaça durante todo o ano de 2021. Esse número equivale a 29,52% a mais do que vendido no ano anterior. 

A realidade é a mesma em níveis de faturamento, onde a marca de U$ 13,17 milhões foi alcançada em 2021. 

Enquanto que em 2020, foram U$ 9,5 milhões. Logo, temos um aumento de 38,39%. Números bem superiores.

Leia mais: Brasil sobe em ranking que avalia a complexidade das importações

Dados da exportação de cachaça

O Brasil é pioneiro na produção e exportação de cachaça, tanto é que exporta a aguardente para 67 países diferentes ao redor do mundo. Números que são consolidados. 

A partir de dados extraídos do Logcomex Search, compilamos alguns dados gerais sobre a exportação da cachaça, levando em conta o período de janeiro a julho de 2022. 

Confira:

Volumes gerais 

Nesse período, o valor total de FOB exportado foi de US$10.471.363, equivalente aos 5.031.127 kg de aguardente provenientes da destilação que foram para outros países. 

E, para o transporte do produto, com base na distribuição da quantidade em peso, dois modais de transporte foram mais utilizados. O marítimo equivale a 78,19%. Já o rodoviário representa 14,62%.

Principais países compradores  

São mais de 60 países que compram cachaça do Brasil. 

Os principais, segundo nossa pesquisa e compilação de dados, são Estados Unidos, Alemanha, Portugal e Paraguai. Abaixo a lista com o ranking dos dez principais países de destino e o quanto investiram nesse período: 

Principais estados exportadores 

Trazendo esses números para dentro do Brasil, temos o rankeamento dos dez principais estados produtores e que, consequentemente, exportam o produto. 

Historicamente, os três principais continuam sendo São Paulo, Pernambuco e Minas Gerais. 

Abaixo o gráfico completo: 

Principais unidades de desembaraço 

As unidades de desembaraço também podem ser apuradas através do Search. 

O porto de Santos continua sendo o líder entre as mais relevantes. 

As principais são:

Leia mais: Porto de Santos: entenda a importância para o comércio exterior

O que é preciso saber para exportar cachaça

Existem no Brasil, hoje, mais de 40 mil produtores de cachaça. Embora seja um produto feito apenas com um item (a cana-de-açúcar) é preciso tomar cuidado com o processo como um todo. 

Por se tratar de uma bebida alcoólica, é preciso que os produtos sejam coletados do produtor e armazenados de maneira adequada no modal em que será transportado (esse armazenamento pode ser diferente dependendo de como será transportado e do tempo de deslocamento, por exemplo). 

Tudo para que o produto final chegue em perfeito estado no país que o importou. 

Pelo menos, quatro mil marcas diferentes estão registradas e produzem 1,4 bilhão de litros de aguardente por ano. Do total, cerca de 1% é exportado.

Ao exportar a cachaça é preciso entender para onde vai e como será feito esse deslocamento, para evitar que o produto quebre durante a logística proposta. 

Por isso, a forma de embalo e envasamento da bebida deve ser uma preocupação de quem exporta. 

A marca no rótulo, a apresentação do item e o apelo ao sensorial — alterações no sabor, pensando em misturas como limão e mel, tom amadeirado pela fermentação da cachaça em barris ou até mesmo com menos teor alcoólico — são apostas de mercado para quem está produzindo e quer exportar com um diferencial. 

Como pesquisar informações de exportação no Logcomex Search Exportação

Essa é a tela inicial do Logcomex Search Exportação.

Vamos pesquisar informações do código NCM de 07133190, para “Feijões das espécies Vigna mungo (l.) Hepper ou Vigna radiata (l.) Wilczek, secos, em grão, mesmo pelados ou partidos”.

Assim, você obtém um panorama completo da exportação do produto.

Você tem acesso a Valor Exportado, Peso Exportado, Diferenciação por NCM, Modais, País de Destino, Unidades de Desembaraço, Exportações por Estado e Detalhes dos Embarques. Se interessou? Agende uma demonstração!