No Dia da Indústria Automotiva, saiba a importância do segmento e confira dicas para importação de peças automotivas

Dia da Indústria Automobilística: confira dicas para importação de peças automotivas

O setor automobilístico é muito importante para a economia do país e, ao mesmo tempo, é muito concorrido. Por isso, o processo de importação de peças automotivas é essencial para quem quer ser competitivo nesse mercado. Essa é uma operação que pode envolver diversos procedimentos, contudo, algumas peças importadas podem sair até 80% mais baratas que as nacionais.

Diante disso, trouxemos algumas informações e dicas importantes para quem deseja começar nesse mercado ou aprimorar seus processos atuais. Neste artigo, você irá conferir:

Dia da Indústria Automobilística: histórico do setor no Brasil

Aqui no Brasil, a história da indústria automobilística começou em 1952. Ela se deu a partir da criação dentro da CDI da “Subcomissão de Jipes, Tratores, Caminhões e Automóveis”, presidida por Lúcio Meira.

Na esteira, vieram o Aviso 288, criado em 1952 e a Carteira de Exportação e Importação do Banco do Brasil (CEXIM). Sendo que esta última limitava a concessão de licenças para a importação de peças automotivas que já eram produzidas no país.

Além delas, também foi criado em abril de 1953 o Aviso 311 — que vetava a importação de veículos inteiros e montados.



Em 1953 foi lançada, no Aeroporto Santos Dumont (RJ), a 1ª Mostra da Indústria Nacional de Autopeças. Seu objetivo era mostrar aos empresários do setor automotivo a variedade de autopeças nacionais, 

A partir do segundo governo de Getúlio Vargas (1951-1954), a importação de veículos completos foi restringida.

Nesta época, também foram criadas comissões, buscando atrair para o Brasil fábricas de carros e caminhões.

A primeira fábrica a chegar — em abril de 1953 — é a Volkswagen, inaugurando sua primeira fábrica em Ipiranga (São Paulo/SP).

Em seguida, vem a Mercedes-Benz. Na verdade, ela foi a primeira a assinar um contrato com a CDI, porém só iniciou a construção da fábrica em outubro de 1953.

De lá para cá, a indústria automobilística cresceu muito no Brasil. 

Atualmente, 77,6 milhões de veículos são produzidos no mundo, sendo 2,0 milhões destes fabricados no Brasil. 

São calculadas em média 7.300 concessionárias, que, em sua totalidade, posicionam o Brasil como o 9º maior produtor de veículos no mundo.

Dia da Indústria Automobilística – cenário do segmento no Brasil

Antes de mais nada, vamos entender o que é o setor de peças automotivas. 

Trata-se de um setor amplo, que envolve a fabricação e movimentação de peças utilizadas para produzir e reformar veículos, tanto leves quanto pesados.

Nesse sentido, todas as peças aplicadas na estética, reparo, lataria, mecânica e parte elétrica estão presentes no setor.

Assim, vale a pena termos em mente que a indústria automotiva como um todo foi muito afetada durante a pandemia da Covid-19. E no setor de peças não seria diferente.

Esse desaquecimento do setor ocorreu como resultado da diminuição do uso de automóveis

O que ocorreu devido ao isolamento social e das complicações no frete internacional.

Mesmo passada a fase mais crítica, a importação de peças automotivas novas tardou em apresentar indícios de recuperação. 

Isso porque houve um grande aumento no valor dos veículos novos, diminuindo a demanda.

Dessa forma, os consumidores passaram a investir em carros seminovos ou na manutenção de seus próprios veículos. O que por sua vez aqueceu o setor de reparação.

Já no começo de 2022, porém, o setor automobilístico brasileiro como um todo voltou a respirar com mais tranquilidade. 

A melhora foi impulsionada, sobretudo, pela demanda da indústria do agronegócio por novos veículos.

Como funciona a importação de peças automotivas?

Depois que entendemos o cenário atual da importação de peças automotivas no Brasil, vamos analisar algumas características dessas operações.

Às vezes, algumas empresas pensam que não vale a pena importar no Brasil, principalmente devido à alta carga tributária.

No entanto, apesar dela, os benefícios podem compensar. 

Como mencionamos, as peças importadas podem ser adquiridas por um valor até 80% mais baixo que as nacionais. O que possibilita maior competitividade no mercado nacional.

Sabendo disso, não devemos nos esquecer que toda importação requer um planejamento minucioso a fim de mitigar riscos.

Dessa forma, para fazer a importação de peças automotivas, é fundamental conhecer a legislação e os requisitos para a operação. 

Algumas peças automotivas necessitam de uma licença especial e de regulação interna de órgãos ambientais.

Só para ilustrar, para importar pneus é necessário obter uma certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO).

Leia mais: Importação de pneus: como importar, principais regras e estatísticas

Além disso, é preciso solicitar a Licença de Importação (LI).

O INMETRO possui uma lista com os produtos que devem possuir essa certificação, definindo critérios de segurança e qualidade para as peças. 

Além dos pneus, esses produtos envolvem baterias, lâmpadas e vidro, por exemplo.

Há, ainda, uma informação interessante: pessoas físicas, enquanto consumidores finais, também podem realizar as importações. 

Isso, é claro,  desde que não ultrapasse o valor de US$ 3 mil.

No caso de pessoa jurídica, a empresa pode ser ou a destinatária final ou uma intermediária na operação, sem valor máximo para as importações.

Tributos brasileiros incidentes sobre a importação de peças automotivas

Em seguida, vamos olhar para as tarifas que incidem sobre a importação de peças automotivas.

Os impostos de caráter estadual variam conforme a legislação de cada unidade federativa, mas podemos sinalizar os federais, bem como suas alíquotas. 

São eles:

  • Imposto de Importação (II): geralmente é de 14%, porém alguns códigos NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) específicos podem chegar a 55%
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): 5% na maioria dos casos
  • Programa de Integração Social (PIS): 3,12%; e
  • Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS): 14,37%, também com algumas variações. Lembre-se que tudo depende da classificação fiscal da mercadoria.

No que diz respeito aos impostos, é essencial conhecer a legislação tributária em vigor.

Em alguns casos pode ser aplicado o regime Ex-Tarifário. A saber, concede exceções à aplicação dos impostos incidentes na importação de produtos específicos.

Só para exemplificar, há um caso específico na NCM 8708.40.19 que reduz o II de 14% para 2%. 

Em outros casos, inclusive, pode haver até mesmo a isenção dos tributos, o que reduz expressivamente os custos da importação.

Sempre consulte a lista de Ex-Tarifários Vigentes ou, se não houver similar nacional, é possível fazer todo o processo para o pleito.

Quais peças podem ser importadas?

Como vimos anteriormente, na importação de peças automotivas existe uma grande variedade de opções. Os artigos que podem ser importados, por exemplo, são:

  • Faróis e lanternas
  • Espelhos e retrovisores
  • Peças mecânicas no geral, como juntas e rolamentos
  • Peças elétricas no geral, como alternadores
  • Filtros de ar e ar-condicionado
  • Acessórios variados, como portas, bancos e tapetes.

Uma vez que os modelos, tamanhos e especificações de cada peça são variados, o mercado mundial adotou um padrão comum, o Part Number.

Ele facilita a compra, pois classifica as peças de acordo com as características do veículo, como modelo, ano e cor.

Contudo, como podem acontecer erros de classificação, é interessante saber o chassi do carro no momento da compra. 

Além disso, as peças são divididas em duas categorias, conforme sua fabricação, como veremos adiante.

Peças White Label

Em primeiro lugar estão as peças White Label. As peças dessa categoria carregam o nome das montadoras e são vendidas por elas, mesmo que às vezes sejam manufaturadas por outras empresas.

Só para exemplificar, são aquelas comercializadas sob os nomes de Chevrolet, Fiat, Ford, Volkswagen, etc.

Peças OEM

Em segundo lugar temos as peças OEM (Original Equipment Manufacturer) que são produzidas por indústrias especializadas no setor automotivo. 

Porém, elas não carregam o nome de nenhuma montadora tradicional.

Dicas para importar peças automotivas

As operações de comércio exterior por si só já são complexas e envolvem uma grande gama de atores

Por isso trouxemos alguns pontos aos quais sua empresa pode se atentar para tornar esse processo menos difícil.

Iniciantes

Se a sua empresa é iniciante na importação de peças automotivas, a principal dica é realizar inúmeras pesquisas. Não apenas internas como também externas.

Você deve entender o mercado interno e as necessidades dos clientes brasileiros, para depois buscar os melhores fornecedores e meios para a importação.

Além disso, as dicas que deixamos abaixo certamente ajudarão.

Experientes

Se sua empresa já é experiente, e talvez tenha até um setor especializado em importações, há aqueles cuidados básicos que sempre devem ser tomados.

Veremos alguns deles na sequência.

Inspeções de embarque

Antes que a carga seja embarcada, sempre é recomendável ter um representante ou uma pessoa responsável no exterior para realizar a inspeção.

Ela pode ser feita não só a respeito das unidades acordadas e de sua forma de distribuição em caixas. Mas também do acabamento e forma de acomodação.

Planejamento da importação

Um ponto essencial para toda operação de comércio exterior é o planejamento. Ele deve ser realizado com o máximo de rigor possível a fim de mitigar os riscos.

Por meio do planejamento, você consegue analisar os prazos disponíveis, especificidades da operação e necessidades dos clientes. Bem como todos os custos envolvidos.

Além disso, pode avaliar as necessidades legislativas e alfandegárias que recaem sobre as peças importadas.

Tendo todas essas informações em mãos você terá mais recursos para tomar as melhores decisões e realizar uma lucrativa importação de peças automotivas.

A operação

O ponto principal do processo de importação de peças automotivas é, sem dúvidas, a operação. 

Ela exige tempo e atenção de vários departamentos da empresa, que devem estar disponíveis para solucionar possíveis problemas.

Por isso, é extremamente importante usar a tecnologia a seu favor. Assim, você pode identificar erros mais rapidamente por meio de um acompanhamento integral do processo.

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