Dia do Aeroporto: um panorama sobre os aeroportos do Brasil

Aeroportos do Brasil

Dia do Aeroporto: um panorama sobre os aeroportos do Brasil

Dia 31 de maio é comemorado o Dia do Aeroporto e, também, o Dia do Comissário de Bordo, data em que foi criada a International Flight Attendants Association – IFAA (Associação Internacional dos Comissários de Voo).  Neste artigo falaremos um pouco sobre a história dos aeroportos do Brasil, sua importância para o Comércio Exterior, os principais aeroportos brasileiros, suas respectivas movimentações, alguns dados importantes do frete aéreo internacional e quais são as perspectivas para o modal no futuro. 

Os principais aeroportos brasileiros

Analisamos o módulo de Big Data Importação Aérea da Logcomex nos últimos 12 meses com o objetivo de obter os dados de cada aeroporto, suas peculiaridades, e realizar alguns comparativos. Os cinco principais aeroportos de movimentação de carga no Brasil são Guarulhos (SP), Viracopos (SP), Galeão (RJ), Eduardo Gomes (AM) e Afonso Pena (PR). Acompanhe abaixo mais informações sobre cada um deles.:

Aeroportos do Brasil

Aeroportos do Brasil. Fonte: Big Data Importação, Logcomex.

Santos Dumont, o primeiro aeroporto brasileiro 

O Aeroporto Santos Dumont é um aeroporto doméstico localizado no município do Rio de Janeiro: um dos dez mais movimentados do Brasil. Possui uma localização privilegiada e de fácil acesso bem no centro financeiro da cidade. Construído na década de 1930 sobre um aterro à beira da Baía de Guanabara, o Santos Dumont foi o primeiro aeroporto exclusivamente civil a ser inaugurado no Brasil.

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Aeroporto de Guarulhos (GRU)

O Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos é o maior aeroporto do Brasil e da América do Sul, e o segundo mais movimentado da América Latina em número de passageiros transportados (o primeiro é o Aeroporto Internacional da Cidade do México). 

No transporte de mercadorias também está em segunda colocação, depois do Aeroporto Internacional El Dorado, em Bogotá, Colômbia. Em 2019, foi considerado pela FlightStats o primeiro melhor em pontualidade da América Latina e o segundo melhor do mundo nesse quesito.

A partir de informações obtidas no módulo de Big Data Importação Aérea da plataforma da Logcomex é possível constatar que o Aeroporto de Guarulhos operou 37,10% dos embarques que chegaram ao Brasil nos últimos 12 meses. 

Aeroporto de Viracopos (VCP) 

Um levantamento realizado pela Alfândega da Receita Federal em Viracopos e pela concessionária Aeroportos Brasil Viracopos (administradora do Aeroporto) mostrou o que o Terminal de Carga de Viracopos atingiu em 2020: o maior número de Declarações de Importação dentre todos os aeroportos do Brasil, consolidando-se como principal porta de entrada de produtos por via aérea e demonstrando, com números, a relevância econômica e logística do Aeroporto na cadeia produtiva industrial brasileira.

Alavancado pelo aumento das movimentações na importação, exportação, cargas domésticas e remessas expressas, o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), registrou em 2020 recorde histórico de movimentação de carga (em peso) para um ano desde o início integral da concessão, em 2013, com um total de 262,2 mil toneladas. A maior marca anterior havia sido registrada em 2018: 241,3 mil toneladas.   

Na comparação do acumulado de 2020 com o total do ano de 2019, a alta foi de 18,16%, já que em 2019 foram movimentados pelo Terminal de Carga (TECA) de Viracopos 221,9 mil toneladas. A eficiente logística e a moderna infraestrutura do TECA foram fundamentais e estratégicas, por exemplo, para a chegada de medicamentos, equipamentos hospitalares, respiradores, máscaras, testes e vacinas para o combate à COVID-19.  

Além do recorde de melhor ano em 2020, o mês de dezembro também representou o melhor mês em carga movimentada da história do Aeroporto com um total de 28,4 mil toneladas (o recorde mensal anterior havia sido registrado em outubro de 2020 com 27,8 mil toneladas). Na comparação com dezembro de 2019, a alta chegou a 63,9%.

Na plataforma da Logcomex, analisa-se que o Aeroporto Viracopos registrou 36,07% de todos os embarques que chegaram ao Brasil nos últimos 12 meses.

Aeroporto Internacional Tom Jobim (GIG)

O Aeroporto do Galeão localizado no Rio de Janeiro é também um grande aeroporto em movimentação internacional. Analisando seu market share perante os demais aeroportos, ele representou 8,66% dos embarques que chegaram ao Brasil no modal aéreo nos últimos 12 meses. A maioria de seus voos é proveniente dos Estados Unidos, Europa e Ásia.

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Aeroporto Eduardo Gomes (MAO)

O complexo foi inaugurado no ano de 1976 e está situado na capital do estado do Amazonas, Manaus. O Aeroporto Eduardo Gomes representou 7,65% dos embarques para o Brasil nos últimos 12 meses, segundo a plataforma da Logcomex. Os principais aeroportos de origem das cargas que chegam no MAO são Miami, Hong Kong, Shenzhen e Taiwan.

Aeroporto Afonso Pena (CWB)

O Aeroporto Afonso Pena localizado em São José dos Pinhais (próximo a Curitiba) no Paraná, possui seu market share de 3,60% de todos os embarques realizados nos últimos 12 meses, segundo a plataforma da Logcomex. As principais origens das importações que chegam no aeroporto de CWB são China, Estados Unidos e Europa.

Lista de todos os aeroportos do Brasil

  • Aeroporto Internacional de São Paulo – Gov André Franco Montoro – Guarulhos (GRU)
  • Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek – Lago Sul (BSB)
  • Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim – Rio de Janeiro (GIG)
  • Aeroporto Internacional Eurico de Aguiar Sales – Vitória (VIX)
  • Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães – Salvador (SSA)
  • Aeroporto Internacional Tancredo Neves – Confins (CNF)
  • Aeroporto Internacional Pinto Martins – Fortaleza (FOR)
  • Aeroporto Internacional Eduardo Gomes – Manaus (MAO)
  • Aeroporto Internacional Marechal Hugo da Cunha Machado – São Luís (SLZ)
  • Aeroporto Internacional Salgado Filho – Porto Alegre (POA)
  • Aeroporto Internacional Gilberto Freyre – Recife (REC)
  • Aeroporto Internacional de Curitiba – São José dos Pinhais (CWB)
  • Aeroporto Internacional Val de Cans – Júlio Cezar Ribeiro – Belém (BEL)
  • Aeroporto Internacional de Campinas-Viracopos – Campinas (VCP)
  • Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves – São Gonçalo do Amarante (NAT)
  • Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto – Bayeux (JPA)
  • Aeroporto Internacional Hercílio Luz – Florianópolis (FLN)
  • Aeroporto Internacional Atlas Brasil Cantanhede – Boa Vista (BVB)
  • Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre – Macapá – (MCP)
  • Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira de Oliveira – Porto Velho (PVH)
  • Aeroporto Internacional Maestro Wilson Fonseca – Santarém (STM)
  • Aeroporto Internacional Marechal Rondon – Várzea Grande (CGB)
  • Aeroporto Internacional de Campo Grande – Campo Grande (CGR)
  • Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares – Rio Largo (MCZ)
  • Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu – Foz do Iguaçu (IGU)
  • Aeroporto Internacional de Cabo Frio – Cabo Frio (CFB)
  • Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul – Cruzeiro do Sul (CZS)
  • Aeroporto Internacional de São Carlos – São Carlos (QSC)
  • Aeroporto Internacional Plácido de Castro – Rio Branco (RBR)
  • Aeroporto Internacional de Tabatinga – Tabatinga (TBT)
  • Aeroporto Internacional de Parnaíba – Parnaíba (PHB)
  • Aeroporto Internacional Santa Genoveva – Goiânia (GYN)
  • Aeroporto Internacional Comandante Gustavo Kraemer – Bagé (BGX)
  • Aeroporto Internacional de Ponta Porã – Ponta Porã (PMG)

Cenário do transporte internacional de cargas pelo modal aéreo no Brasil

A crise no setor aéreo

Mesmo que mais caro se comparado a outros modais, o transporte aéreo sempre foi utilizado para transportar pessoas ou cargas em longas distâncias de maneira rápida, porém desde o início da pandemia esse cenário mudou. 

A Covid-19 mudou a forma como as pessoas viajam, reduzindo o número de voos comerciais e, em alguns momentos, até mesmo pausando operações de linhas aéreas. 

Empresas encontraram maneiras mais fáceis de se conectar e negociar, contando com trabalho remoto, videoconferências, reuniões e até mesmo feiras virtuais. Viagens foram e estão sendo prorrogadas, pelos mais diversos motivos, inclusive o fato de alguns países terem fechado suas fronteiras para não receberem turistas. 

Dessa forma, a demanda por voos foi drasticamente reduzida, causando um difícil caminho de volta à recuperação (estima-se que as viagens de passageiros não retornarão aos níveis pré-Covid antes de 2024).

Leia mais: Novas economias e tendências pós COVID-19

Por outro lado, a demanda por frete internacional não reduziu, pelo contrário: mais pessoas estão consumindo eletrônicos e eletrodomésticos em suas casas. Além disso, com as dificuldades e aumento do frete internacional marítimo, a demanda pelo setor aéreo para transporte de cargas aumenta ainda mais. 

E assim um desequilíbrio entre oferta e demanda é gerado: há procura por booking para cargas, no entanto as companhias reduziram sua oferta, o que traz consequências para as principais rotas de comércio global.

“O transporte aéreo de carga vem apresentando um desempenho melhor do que o transporte de passageiros, mas não pode compensar a queda nas receitas de passageiros. Contudo, a receita da carga tornou-se um componente significativamente maior da receita das companhias aéreas e está tornando possível às companhias aéreas que mantenham suas rotas internacionais mínimas”. (Alexandre de Juniac, Diretor-Geral e CEO da IATA). 

Em novembro de 2020 a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) emitiu um press release que informava o seguinte:

  • Para 2020, o prejuízo líquido estimado será de US$118,5 bilhões (acima dos US$84,3 bilhões previstos em junho);
  • Para 2021, o prejuízo líquido estimado será de US$38,7 bilhões (acima dos US$15,8 bilhões previstos em junho).

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Adaptação aos novos desafios no setor aéreo 

Para garantir o sucesso das operações de importação em 2021 é necessário muito planejamento. Com os desafios logísticos que as áreas de Comércio Exterior e Relações Internacionais estão enfrentando, é necessário que todos os intervenientes do Comércio Exterior possuam uma boa comunicação e boa dinâmica de trabalho. Abaixo listamos atitudes que consideramos simples, mas que podem ajudar trazendo agilidade, organização e sucesso em vendas:

  • Apresentar dados corretos ao realizar um booking;
  • Informar players com o máximo de antecedência sobre um embarque; 
  • Analisar muito bem as documentações; 
  • Informar aos clientes os motivos de possíveis atrasos ou aumentos no valor dos produtos.

Para se adaptarem às adversidades, muitas companhias aéreas desenvolveram estratégias para contornar a crise:

  • A Azul e Latam firmaram uma parceria para compartilhar voos (codeshare), ou seja, podem comercializar o voo uma das outras, porém com autonomia;
  • A empresa de transporte rodoviário Itapemirim anunciou as primeiras rotas aéreas em meio à crise;
  • A Cargolux registrou alta de 285% no lucro no primeiro trimestre de 2021 operando 40 jumbos cargueiros;
  • Diversas companhias aéreas cederam o local de passageiros para cargas;
  • A IATA lançou uma plataforma para digitalizar a cadeia aérea global;
  • Aeroporto de Florianópolis inaugurou nova rota com destino Miami;
  • O Aeroporto de Viracopos ingressou no programa mundial de cargas a fim de facilitar a promoção comercial do terminal de cargas;

Existem outros exemplos de como o setor está não só contornando a crise global, como também ajudando na logística das vacinas que combatem o Coronavírus.

Os aeroportos do mundo já contam com tecnologia de automação para armazenagem e distribuição que garantem mais segurança aos embarques. Além disso, conseguir gerenciar grandes volumes de dados ajudam os players do Comércio Exterior a terem mais eficiência em suas operações logísticas e no desenvolvimento comercial.

Leia mais: Por que investir em automação no comércio exterior?

Cada vez mais se ouve a respeito da importância da transformação digital na área. Até as autoridades já estão reduzindo burocracias para permitir a entrada de tecnologias e inovação no setor, portanto, não negligencie isso na sua empresa, em 2021 veremos muitas transformações no Brasil e no mundo. 

Dashboards completos, mapas de remessa em tempo real, análises que revelam tendências e padrões e uma colaboração mais estreita entre remetentes e fornecedores farão de 2021 o ano do gerenciamento de interrupções. Com o Big Data Importação Aérea é possível ter acesso aos mais diversos dados do Comércio Internacional Aéreo. Agende sua demonstração:

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