Saiba mais sobre o comércio internacional e descubra como aumentar sua competitividade no segmento

Comércio internacional: como a visibilidade impulsiona seus resultados?

Aqui sempre falamos de importações e exportações, blocos econômicos, particularidades de cada segmento dentro das logísticas e muitos outros temas. Tudo acerca do comércio internacional, que é o grande conector de todo esse universo. Mas, afinal de contas, o que é o comércio internacional? E entre todas essas peculiaridades, produtos e segmentos, o mercado precisa ser impulsionado, para gerar competitividade entre as partes envolvidas na compra e venda. Tudo dentro do comércio internacional. 

E são sobre essas relações e articulações do comércio internacional e exterior que abordaremos neste artigo. Continue com a gente!

O que é comércio internacional?

O comércio internacional pode ser considerado um conjunto de operações que abrangem trocas de produtos, serviços e bens entre diferentes países espalhados pelo mundo. Estão inclusos ainda commodities, mão de obra, produtos manufaturados e até mesmo movimento de capitais.

Podemos definir comércio como troca ou reciprocidade entre relações. É entregue algo e outro é recebido em troca. No caso, um produto é entregue ao cliente e o dinheiro é dado ao vendedor. O mesmo vale para a relação dentro do comércio internacional. 

Um exporta um produto de próprio país produtor, enquanto o outro, que está em um país diferente, recebe e paga pelo material. 



Então, quando falamos especificamente sobre o comércio exterior e as transações internacionais envolvidas, precisamos entender e respeitar uma série de regras que foram estabelecidas pela Organização Mundial do Comércio (OMC). 

São normas criadas por órgãos internacionais, além de acordos firmados entre governos de países. Ainda é preciso que sejam seguidas as leis específicas que cada país possui para esse tipo de atividade.

Importante destacar também a diferença entre comércio exterior — que precisa obedecer leis internas específicas de cada um dos países, com regras ditadas por governos — e de comércio internacional — quando se trata de regras gerais internacionais, incluindo o todo.

Onde surgiu o comércio internacional?

Os registros apontam que o comércio internacional surgiu por volta de 1453, quando Constantinopla foi tomada pelos turco-otomanos, o que forçou os europeus a desbravarem pelos mares novas rotas de comércio com o oriente. O resultado: chegada no Brasil. 

Logo, os portugueses já estavam cortando árvores de Pau-Brasil e vendendo a madeira para outros países da Europa. Principalmente para utilização da seiva para fabricação de tinta.
Já na metade do século XVIII, as teorias clássicas apontam a necessidade de explicar e exemplificar as trocas que ocorriam entre países. 

O resultado apontou defasagem de produtos em alguns países, enquanto no outro havia produção. 

Além de serviços buscados que eram encontrados em outros países diferentes do de origem. Cenário que gerava uma necessidade econômica. 

Já o surgimento do comércio exterior é datado entre 1808 e 1820. Nessa época, a corte portuguesa havia chegado no Brasil e então foi publicada a Carta Régia de Abertura dos Portos Brasileiros às Nações Amigas. Porém, foi entre 1931 e 1940 que o comércio exterior do Brasil sentiu os impactos da grande crise da bolsa de Nova York. 

Na década de 90, o país brasileiro elaborou a abertura comercial com redução das tarifas de importação e mudanças nos incentivos às exportações.

Quais são os setores do comércio internacional?

No comércio internacional envolvendo o Brasil podemos citar quatro setores de destaque: o agrícola (com a produção e exportação de soja, seguido do milho), o petrolífero (com o óleo bruto de petróleo), celulose e minério de ferro. 

São produtos com pouco valor agregado e que costumam ser exportados por países subdesenvolvidos. 

Leia mais: A importância de agregar valor ao produto para o comércio internacional

Qual é a importância do comércio internacional?

O comércio internacional é importante para suprir as necessidades e girar a economia entre os países. Alguns têm escassez de um determinado produto, enquanto outros produzem até de sobra. Isso acontece até mesmo devido à natureza, condições climáticas e solo para cultivo de algumas espécies, onde uns países são mais favorecidos que outros para determinados segmentos. 

Por isso, podemos afirmar que no mundo todo, nenhum país é autossuficiente em tudo. Assim, exporta-se o que tem de sobra e importa-se aquilo de que se precisa, uma vez que não há produção interna. Essa interdependência pode impulsionar ganhos e competitividade econômica. 

No Brasil, por exemplo, os principais produtos exportados são aqueles com pouco valor agregado. 

Como campeões de exportação brasileira podemos citar soja, minério de ferro e petróleo, por exemplo. Enquanto isso, países desenvolvidos, como Estados Unidos, exportam produtos tecnológicos, com muito valor agregado. 

Leia mais: ‘Como a cultura de um país influencia no Comércio Internacional?’

No caso de empresas, o comércio internacional é importante para a ampliação de mercado, geração de expansão, lucro e ainda poder gerar aumento nas eficiências de processos.

Como forma de avaliação do desempenho do comércio internacional de um país é utilizada a balança comercial, onde são indicados os registros de importações e exportações. 

Se o saldo for positivo, isso significa que o país está exportando mais que importando. No entanto, se o saldo for negativo, são as importações que ultrapassam as exportações.

O que são os Blocos Econômicos no comércio internacional?

Os Blocos Econômicos são um grande grupo de países unidos formando uma espécie de rede para comercialização. Eles surgiram em um contexto de difusão da globalização, conectando uns aos outros e estabelecendo essa rede comercial, política, cultural e de negociações.

Podemos dizer que os blocos se formaram a fim de diminuir fronteiras, conseguindo melhores condições de importação e exportação, mão de obra, serviços e mercadorias. Além de conseguir fomentar e aumentar o Produto Interno Bruto (PIB).

Principais blocos econômicos

Abaixo separamos os principais blocos econômicos hoje no mundo. Veja:

Mercosul 

Esse bloco econômico é representado pela sigla que significa Mercado Comum do Sul. 

Corresponde ao maior PIB da América Latina e possui 10 países na sua formação. Entre eles Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. 

O bloco foi criado no início da década de 1990 e representa ainda a quinta maior economia do mundo. 

União Européia 

Este bloco é composto por 27 países, que juntos somam um PIB maior que o da China. É o bloco econômico que apresenta maior integração entre as nações. Foi criado em 1944.

NAFTA 

Do inglês, North American Free Trade Agreement. Em tradução, Acordo Norte-Americano de Livre Comércio. 

Este bloco teve seu início em 1989 apenas com a adesão dos Estados Unidos e Canadá. Na sequência, em 1994, México se juntou ao bloco. 

Mesmo com pequena integração econômica, os três países mantêm importantes trocas comerciais. 

ASEAN 

Em tradução, Associação das Nações do Sudeste Asiático. Porém, no comércio internacional conhecido pela sigla que significa Association of South East Asian Nations. 

Esse bloco tem como membros Indonésia, Cingapura, Malásia e outros. Um bloco econômico criado 1967 na Tailândia e que se encaixa em uma região aduaneira.

Leia mais: ‘Países do Mercosul: conheça mais sobre o bloco econômico’

Quais são os principais Organismos Internacionais do Comércio Internacional?

Os organismos internacionais são os responsáveis por criar leis e acompanhar as transações comerciais e também econômicas que forem realizadas entre países. Eles atuam ainda como um regulador mundial do comércio. Abaixo alguns exemplos:

FMI 

Sigla para Fundo Monetário Internacional. Uma organização financeira que atua para garantir estabilidade econômica internacional. 

O Fundo gerencia e libera empréstimo para países que o acionam. Mais de 180 países compõem o FMI. O dinheiro vem dos países membros, que têm maior poder de decisão. 

OCDE

Sigla para Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, ela vem para incentivar e ajudar com ações de desenvolvimento econômico entre países membros. 

Tem como objetivo ainda ampliar o equilíbrio econômico e melhorar as condições de vida. Fazem parte dela o Brasil e mais 33 outros países. 

Banco Mundial 

Esta é uma organização financeira que está ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), porém, possui autonomia para atuar por conta própria. 

A princípio, o Banco Mundial foi criado para ajudar países destruídos pela Segunda Guerra Mundial com empréstimos, depois passou a atender também países das Américas, África e Ásia.

OMC 

É a Organização Mundial do Comércio, que tem como objetivo principal acompanhar transações comerciais e econômicas entre os países. 

Este organismo internacional atua diretamente no comércio mundial promovendo a justiça econômica. Além de avaliar e julgar os problemas econômicos que acontecem nos países.

Câmara de Comércio Internacional 

É também conhecida como Camex e foi criada em 1995. 

De acordo como o Ministério da Economia, ela “tem a atribuição de formular, adotar, implementar e coordenar as políticas e atividades relativas ao comércio exterior brasileiro, à atração de investimentos estrangeiros diretos, a investimentos brasileiros no exterior, aos temas tarifários e não tarifários e aos financiamento às exportações com o objetivo de promover o aumento da produtividade e da competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional”.

Comércio internacional brasileiro

O comércio internacional no Brasil serve para sanar as necessidades e fazer a economia girar. 

País com grande produtividade agrícola (por conta de clima e solo, principalmente), há grande potencial de exportação desses bens com pouco valor agregado para o mundo. 

Além de facilitar o processo para importação de produtos com esse valor agregado, como tecnologia. Sendo assim uma grande oportunidade de negócio.

Quer impulsionar sua competitividade no comércio internacional?

Até agora vimos que o comércio internacional possui grandes transações e movimentações comerciais. E, sendo assim, manter o controle das operações é fundamental não só para organizar o fluxo de trabalho da empresa, como também para estar em conformidade com as normas e legislações internacionais.

O comércio internacional possui diversos parceiros envolvidos nas operações de importação e/ou exportação e pela grande quantidade de informações geradas, se não existir a utilização de soluções tecnológicas e inovadoras no processo, a chance de erros, atrasos, multas e até mesmo apreensões de cargas, é bastante alta.

Mas, como evitar tudo isso?

A resposta é simples. A automatização dos processos internos, centralização das informações em um único local e o gerenciamento do embarque de ponta a ponta aliado ao conhecimento da jornada da carga em tempo real até a entrega, permite que os operadores e gestores de comércio internacional tenham a visão global das operações e tomem decisões proativas e assertivas com base em dados gerados em tempo real.

Desta forma, os riscos relacionados à aplicação da demurrage de contêiner, erros de digitação humana, atrasos, rupturas de estoque, elevação de custos com armazenagem, entre outros, são mitigados com o apoio de soluções tecnológicas inovadoras.

A transformação digital no comércio internacional já está ocorrendo e é preciso estar atento às tendências como a verificação remota de mercadorias, Novo Processo de Importação, entre outras.

Uma forma de ganhar competitividade no comércio internacional, reduzir custos e agilizar as operações é a implementação de soluções SaaS, 100% online, que torna a gestão dos embarques mais eficientes, transparentes e com visibilidade operacional de ponta a ponta.

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3 comentários em “Comércio internacional: como a visibilidade impulsiona seus resultados?”

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