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Balança comercial: o que é e para que serve?

Certamente você já ouviu falar sobre a balança comercial. Este é um assunto recorrente nos mais diversos meios de comunicação, mas você sabe o que é e qual sua importância na economia e no comércio internacional de um país?

Você sabia que ela reflete as parcelas de exportação e de importação? Se este é um assunto que você não domina, saiba que está no lugar certo! Hoje vamos entender o que é a balança comercial, o que ela representa, para que ela serve e como ela é calculada.

Você irá conferir:

O que é a balança comercial?

O conceito de balança comercial diz respeito à diferença entre os valores de importações e de exportações de um determinado país, durante um período de tempo.

Como o nome sugere, por meio da comparação entre esses valores, é possível saber qual lado da balança “pesa” mais, ou seja, se o país analisado é mais participativo na importação ou na exportação.



O valor resultante dessa comparação é importante para o Comércio Exterior, já que permite observar a condição comercial desse país. Além disso, ele é utilizado para uma análise econômica e comparação entre diferentes nações e, ainda, para estudar e traçar caminhos de política externa do país em questão.

Lado a lado com o termo “balança comercial” é comum nos depararmos com o conceito de série histórica. Quando ele aparece normalmente está se fazendo uma comparação entre a balança de um determinado período com os dados que foram obtidos em períodos passados.

Outro ponto importante é que este indicador possui relação estreita com o Produto Interno Bruto (PIB) do país, Pois os números de importações e exportações são resultado direto da quantidade de bens e serviços produzidos no período.

Como funciona a balança comercial?

Uma vez que a balança comercial é a diferença entre as exportações e importações de um país, ela depende diretamente do quanto aquele país produziu e precisou comprar de parceiros.

Assim, o valor e o que é exportado e importado merece nossa atenção ao analisarmos essa diferença.

Países desenvolvidos, por importarem matéria-prima e terem conhecimento tecnológico assim como científico para exportar produtos industrializados, em geral apresentam balança comercial positiva.

Esses produtos compreendem veículos, medicamentos, eletrônicos e bens tecnológicos: bens de alto valor agregado. Por outro lado, os países em desenvolvimento exportam produtos primários, normalmente mais baratas, e importam produtos industrializados, cujo valor agregado é alto, razão pela qual a balança comercial desses países costuma ser negativa.

Isso não quer dizer que países em desenvolvimento não possam ter uma balança positiva, mas é menos provável.

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Essas diferenças entre as necessidades de um país e o que ele tem a oferecer para o resto do mundo são determinantes para sua balança comercial, mas não são os únicos fatores de influência. Outros fatores são o cenário da economia mundial, a taxa de câmbio e as medidas protecionistas adotadas por esse país e por seus parceiros.

Importação e exportação: o que são?

Já falamos neste texto sobre a importação e a exportação, dados que, ao serem analisados, nos levam à balança comercial de um país.

A importação acontece quando um país compra mercadorias ou produtos originados em outros países. Por exemplo, quando uma fábrica no Brasil compra peças de automóveis de outra no Japão.

Por meio da importação é possível suprir a falta de matéria prima ou de produtos industrializados de um país quando ele não é capaz de dar conta dessa demanda interna.

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A exportação, por outro lado, acontece quando as empresas deste país vendem produtos ou serviços para o exterior, como a soja brasileira comprada pela China.

Em geral, uma empresa exporta nos casos em que deseja entrar em novos mercados e se expandir, quando há produção excedente ou se ela quer suprir a demanda do mercado externo.

O que é o déficit e o superávit?

Outros conceitos importantes relacionados à balança comercial são os de déficit e superávit, que dizem respeito ao saldo da balança.

Quando esse saldo é negativo, ou seja, o país comprou mais do que vendeu e o valor das importações supera o das exportações, temos um déficit.

Por outro lado, no saldo positivo, se as exportações superam as importações e o país em questão vendeu mais do que comprou, temos um superávit.

Há um terceiro conceito quanto ao saldo da balança, o de equilíbrio comercial, que ocorre quando os números das importações e das exportações se equivalem. Em outras palavras, o país em questão exportou, em valor, o mesmo que importou.

Balança comercial de 2020: como foi?

Sabemos que 2020 não foi um ano fácil para o comércio internacional como um todo. Principalmente em decorrência da falta de containers e das medidas restritivas aplicadas pelos países para entrada em seu território.

Apesar desses desafios, a balança comercial brasileira foi positiva e tivemos um superávit no acumulado do ano.

O valor das exportações entre janeiro e dezembro foi de U$ 209.1 bilhões, contra U$ 158.7 bilhões importados, totalizando um superávit de U$ 50.3 bilhões, o segundo maior desde 2010.

Os principais destinos das exportações brasileiras em 2020 foram China (U$ 67.8 bilhões), Estados Unidos (U$ 21.5 bilhões) e Argentina (U$ 8.5 bilhões).

Dentre os produtos, as maiores exportações foram de minério de ferro (12%), soja (14%), óleos brutos de petróleo (9,4%) e açúcares e melaços (4,2%).

Quanto às importações, as principais origens dos produtos comprados foram China (U$ 34.8 bilhões), Estados Unidos (U$ 27.9 bilhões), Alemanha (U$ 9.4 bilhões), Argentina (U$ 7.9 bilhões) e Coreia do Sul (U$ 4.5 bilhões).

Os produtos com participações mais expressivas foram adubos ou fertilizantes químicos (5%), óleos combustíveis de petróleo, exceto brutos (4,7%) e produtos da indústria da transformação (4,5%).

Balança comercial de 2021: como está sendo?

No acumulado entre janeiro e novembro de 2021, nossa balança comercial apresentou um superávit de U$ 57 bilhões.

Esse saldo positivo é resultado da diferença entre os U$ 256 bilhões exportados contra U$ 198.9 bilhões importados.

Neste período, os principais destinos das exportações brasileiras foram China (U$ 82.2 bilhões), Estados Unidos (U$ 27.9 bilhões) e Argentina (U$ 10.7 bilhões).

Os produtos com representação mais significativa nas exportações foram minério de ferro (16%), soja (15%), óleos brutos de petróleo (11%) e açúcares e melaços (3,3%).

Quanto às importações, as principais origens dos produtos que compramos foram China (U$ 42.9 bilhões), Estados Unidos (U$ 35 bilhões), Argentina (10.7 bilhões) e Alemanha (U$ 10.5 bilhões).

Os produtos com participações mais expressivas foram adubos ou fertilizantes químicos (6,7%), óleos combustíveis de petróleo, exceto brutos (6,1%) e produtos da indústria da transformação (4,5%).

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Abaixo, separamos ainda um passo a passo para você entender como ela funciona.

1. Acesse a planilha. Na aba 2, preencha o nome do produto.

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2. Depois, preencha as informações de “Quantidade”, “Unidade de Medida”, “Peso”, “NCM”, “Descrição da NCM”.

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3. Depois, preencha os valores estimados e a moeda utilizada no pagamento. 

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Automaticamente, o valor aduaneiro será atualizado

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5. Na próxima tabela, preencha os valores dos impostos.

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Os valores e a base de cálculo serão atualizados.

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Por fim, temos o custo total da mercadoria, tanto em dólar, quanto em libra e euro.

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