Bloqueio no Canal do Suez congestiona o comércio exterior

Escolha de rota na exportação

Bloqueio no Canal do Suez congestiona o comércio exterior

Qual é a importância da escolha da rota na exportação? Essa pergunta pode ser respondida com a observação de um episódio inesperado: desde a última terça-feira (23/03), o importante eixo estratégico Canal de Suez no Egito ficou bloqueado por uma megaembarcação cargueira. O Ever Given viajava da China em direção à Holanda. 

O Canal de Suez é uma artéria vital para o comércio internacional: todos os dias, aproximadamente 50 navios passam por ela.  Isso representa quase 12% do comércio global! Seu bloqueio significa consequências realmente grandes, como o atraso na entrega de suprimentos, congestionamentos e falta de contêineres em diferentes países. 

Escolha da rota na exportação — Canal de Suez

Imagem do site Vesselfinder mostra trânsito no Canal de Suez na quarta-feira (24) — Foto: Reprodução/Vesselfinder.com

De acordo com a Lloyd’s List Intelligence, esse bloqueio está custando 400 milhões de dólares por hora. Atualmente, já são mais de 100 navios na fila para passar . O Ever Given contém 220 mil toneladas, 400 metros (1312 pés) e capacidade para transportar mais de 20 mil contêineres. 

Exatamente por sua grandiosidade, retirá-lo de onde está encalhado representa um desafio realmente monumental. Nessa tarefa, atualmente estão sendo usados 7 rebocadores, 1 rebocador grande e duas dragas. 

Bloqueio do Canal de Suez

Mas, quais são as consequências desse bloqueio? A passagem representa a conexão da Ásia com a Europa, por isso, é extremamente relevante para o comércio de manufaturados (eletrônicos, máquinas e roupas) e também de petróleo.

Consequentemente, já foi possível observar uma alta de 6% nos preços dos petróleos — o que vinham sendo aos poucos revertido com os atuais lockdowns. Além disso, há também o temor de que o episódio piore ainda mais o cenário dos valores de frete marítimo. Afinal, já se enfrenta uma escassez de contêineres no continente asiático e o bloqueio pode agravar essa situação.

Bloqueio do Canal de Suez

O exemplo do Bloquio do Canal de Suez ilustra como adversidades do Comércio Exterior podem gerar complicações a toda cadeia de suprimentos. Justamente por episódios como esse é que exportadores e importadores devem estar atentos para driblar possíveis atrasos logísticos através da definição de uma nova rota para os próximos embarques. 

Neste artigo iremos abordar a importância de um bom planejamento nas rotas de exportação e como isso pode favorecer exportadores e players que atuam na área. 

Por que fazer o estudo de rotas?

Assim como o que ocorreu no Canal de Suez, muitos acontecimentos impossíveis de adivinhar  podem acabar impactando uma operação logística. Por isso, quanto maior o nível de planejamento e quanto mais se tentar alcançar a previsibilidade nessas operações, menos surpresas negativas os players terão.

Muitas vezes uma mercadoria que será exportada terá que percorrer grandes distâncias no país até chegar no porto ou aeroporto em que será embarcada. Esse trajeto ocorre normalmente no modal rodoviário e, além disso, é comum na rota para outros países ainda necessitarem de transbordo (a troca da carga para outro navio). 

Visto a complexidade a que uma exportação pode se sujeitar, nota-se a importância de estudar rotas logísticas e como isso pode beneficiar a operação nos seguintes fatores: gerenciamento de risco, análise de custos, visibilidade operacional, tempo de trânsito e sustentabilidade. Você vai saber um pouco mais sobre cada uma delas!

Gerenciamento de risco e visibilidade operacional

Através do estudo da rota é possível gerir adversidades e até mesmo antecipá-las, ao passo que a visibilidade operacional proporciona segurança à carga. 

Conhecendo a rota logística é possível identificar possíveis riscos e, consequentemente, adotar melhores práticas, políticas e metodologias. 

Mapeamento dos custos

Muitos custos cobrados em uma operação de transporte internacional estão associados à escolha da rota, por esse motivo é necessário conhecer quais taxas são aplicadas em determinados locais e identificar onde isso ocorre com frequência. 

Além de pedágios, que são as mais comuns, existem outras taxas que são cobradas em determinadas regiões que estejam em guerra, por exemplo, ou em que exista alta incidência de roubo, ou lugares onde há dificuldade na atracação do navio. 

Para cada movimento não planejado que acontece existem custos: a taxa de congestionamento, a capacidade de eficiência de armazéns e terminais, a greve dos caminhoneiros. 

 

Leia mais: Sobretaxas que podem ser cobradas no modal marítimo. 

O estudo de rotas deve apresentar diferentes cálculos de viabilidade financeira, incluindo os fatores de risco e seus custos.

Tempo de trânsito

Desde 2020 a logística internacional está enfrentando muitos desafios que podem atrasar a operação: cancelamento de voos, falta de contêineres, blank sailing, congestionamento, greves e altas taxas nos valores de frete internacional.

Leia mais: Valores de frete marítimo da China: 2020 a fevereiro 2021

O estudo de rotas pode ajudar a fazer com que o tempo de trânsito da origem ao destino seja reduzido.

Muitas vezes algumas rotas são mais caras, porém, o tempo de trânsito é menor. Por esse motivo é inteligente verificar com qual agilidade essa carga deve chegar ao destino.

Sustentabilidade

A sustentabilidade e preservação do meio ambiente é uma pauta que está sendo muito discutida por autoridades mundiais e empresas privadas. É possível escolher uma com eficiência sob o aspecto econômico e ambiental. 

Duas opções que podem substituir caminhões nas estradas e, consequentemente, diminuir a poluição são: o corredor de exportação e a cabotagem. 

Como escolher a rota para exportação?

Para realizar o estudo de rotas e escolher a ideal para cada embarque, é necessário estar atento a um histórico de informações relevantes: os KPIs (Key Performance Indicator, ou seja, Indicadores-chave de Desempenho) podem te ajudar a realizar esse estudo. Alguns exemplos são:

  • Transit time de determinada rota;
  • Custo de transporte;
  • Tempo de descarregamento;
  • Tempo de liberação na origem e destino;
  • Parametrizações em determinados locais;
  • Possibilidade de receber grandes embarcações;
  • Poder de barganha com o terminal alfandegado e contratos realizados.
  • Reincidência de congestionamento de navios, caminhões ou cargas.

Leia mais: Inteligência de mercado no Comércio Exterior

Eficiência logística

O estudo dos modais é importante e quatro são os fatores que devem ser analisados ao escolher um deles:

  • Urgência;
  • Possibilidade de intermodalidade;
  • Acondicionamento da mercadoria; e
  • Tamanho e quantidade da carga.

Lembrando que não existe o melhor modal, mas sim aquele que melhor se adequa ao embarque. 

Para definir a rota mais adequada é necessário também entender os diferentes tipos de infraestrutura pela qual a carga irá passar: principais atividades do complexo logístico, tecnologias utilizadas, capacidade de armazenagem e segurança. 

Hoje existem diversos portos e aeroportos automatizados no mundo, principalmente na China e Europa. Escolher um local com essa tecnologia pode acelerar a operação e ter maior eficiência que portos com operações manuais. 

Leia mais: Portos Automatizados

Planos alternativos e um bom networking

É muito difícil prever todos os tipos de riscos que podem acontecer na logística, até porque essa atividade tomaria grande parte do tempo da equipe apenas para estudo. 

Além disso, é simplesmente impossível prever o futuro: algo novo sempre pode acontecer, como a tempestade de areia que levou o Ever Given a encalhar, por exemplo. 

Essas ocorrências podem interferir no planejamento das rotas, por isso, é muito importante ter planos alternativos, deixar a equipe preparada para lidar com situações inesperadas e possuir um grande networking que possa te auxiliar com outras soluções. 

Atualização constante nas notícias internacionais

Muitas vezes, o que acontece na política externa pode influenciar a logística internacional. Em casos extremos, países que possuem conflitos, por exemplo, podem não aceitar uma carga procedente da nação que não o apoia.  

Por isso, é necessário estar sempre atualizado nas notícias do mundo e possuir parceiros que lhe ajudem a realizar a gestão inteligente dos processos.

Escolha da rota na exportação com Big Data

Big Data é a coleta, organização e apresentação de uma grande variedade de dados que, transformados em informações, podem possibilitar uma melhor tomada de decisão para a escolha das rotas e para a negociação internacional, além de contribuir com o aumento da competitividade no mercado. A tecnologia Big Data auxilia players do comércio exterior a terem maior previsibilidade nas operações. 

A LogComex trabalha com Big Data para analisar e processar milhões de dados todos os dias. Conseguimos consolidar informações das mais variadas fontes e disponibilizá-las na nossa plataforma web. Ficou interessado em saber mais? Preencha o formulário abaixo e entraremos em contato!

Comece agora seu estudo de rotas com a Logcomex

Somos líderes em fornecer dados e inteligência para o comércio exterior! Ajudamos mais de 500 empresas a melhorarem seus resultados no comex. Solicite um trial gratuito pelo formulário abaixo e saiba como podemos ajudar a sua.