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Exportação de pedras preciosas e semipreciosas

Sabemos que o Brasil possui um território com muitos recursos naturais e entre eles estão as pedras preciosas em uma enorme variedade. Também chamadas de gemas, elas são minerais petrificados que quando lapidados e polidos se tornam valiosos. Neste artigo vamos falar sobre como funciona o mercado internacional de exportação de pedras preciosas e semipreciosas e quais são os principais dados. 

Neste artigo, você irá conferir:

O que são pedras preciosas e semipreciosas?

Algumas pedras preciosas podem ser colecionáveis, outras usadas para joias, em exposições artísticas em museus, decoração e, algumas vezes, até utilizadas por terapeutas em tratamentos alternativos. 

O que diferencia a classificação entre serem consideradas preciosas ou semipreciosas é a sua raridade. Apenas 4 gemas são chamadas de preciosas: diamante, rubi, esmeralda e safira. 

Onde estão e para onde vão as gemas brasileiras?

A localização geográfica do Brasil permite que tenhamos uma grande diversidade de pedras (gemas) que são demandadas por todo mundo. 

Pedras brasileiras no mundo

O Brasil está em 5º lugar no ranking de produção de diamante bruto. Segundo os dados da Agência Nacional de Mineração (que substitui o Departamento Nacional de Produção Mineral), esses diamantes apresentam variações em suas cores e nível de raridade, o que influencia nos valores. Estima-se que o país produza mais de 90 tipos de gemas, encontradas em diferentes partes do território brasileiro. 

A Ametista, por exemplo, é encontrada principalmente no Rio Grande do Sul, a Água Marinha é comum nos estados de Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Norte e Espírito Santo, a Esmeralda em Goiás, Minas Gerais e Bahia, o Citrino é encontrado no Rio Grande do Sul, o Topázio em Minas Gerais e a Turmalina na Paraíba e no Rio Grande do Norte. 

As pedras preciosas ou semipreciosas são classificadas nas posições 7101,7102, 7103, 7113, 7114 e 7116 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e fazem parte do grupo de produtos da indústria da transformação. Sua posição “71” diz respeito a “Pérolas naturais ou cultivadas, pedras preciosas ou semipreciosas e semelhantes, metais preciosos, metais folheados ou chapeados de metais preciosos (plaquê), e suas obras; bijuterias; moedas”.

  • 7101: Pérolas naturais ou cultivadas, mesmo trabalhadas ou combinadas, mas não enfiadas, nem montadas, nem engastadas; pérolas naturais ou cultivadas, enfiadas temporariamente para facilidade de transporte.
  • 7102: Diamantes, mesmo trabalhados, mas não montados nem engastados.
  • 7103: Pedras preciosas (exceto diamantes) ou semipreciosas, mesmo trabalhadas ou combinadas, mas não enfiadas, nem montadas, nem engastadas; pedras preciosas (exceto diamantes) ou semipreciosas, não combinadas, enfiadas temporariamente para facilidade de transporte.
  • 7113: Artigos de joalheria e suas partes, de metais preciosos ou de metais folheados ou chapeados de metais preciosos (plaquê).
  • 7114: Artigos de ourivesaria e suas partes, de metais preciosos ou de metais folheados ou chapeados de metais preciosos (plaquê).
  • 7116: Pérolas naturais ou cultivadas, pedras preciosas ou semipreciosas e semelhantes; metais preciosos, metais folheados ou chapeados de metais preciosos, e suas obras; bijuterias; moedas.

No ano de 2020, os principais estados exportadores foram, por ordem de relevância: Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Norte e São Paulo e as pedras foram comercializadas em todos os continentes, posto que os seus principais importadores foram os Estados Unidos, China, Bélgica, Hong Kong, Israel, Emirados Árabes, Taiwan, Alemanha e Austrália.

As pedras preciosas representaram 0,06% das exportações do Brasil em 2020, porém, se comparado a este ano, que ainda não chegou ao fim, o valor já registrou aumento (0,07% em 2021).

Ao acessar a plataforma da Logcomex, pode-se analisar os seguintes valores, entre maio e setembro de 2021:

Dados de exportação de pedras precisosas e semipreciosas de acordo com NCM

Ainda na plataforma percebemos que os principais Incoterms utilizados nesse tipo de operação são, por ordem de relevância: 

  1. FOB (Free on Board); 
  2. FCA (Free Carrier);
  3. CPT (Carrier Paid To) e CIP (Carrier and Insurance Paid To). 

No transporte marítimo os principais portos exportadores de pedras preciosas e semipreciosas são Rio Grande (RS), Santos (SP), Navegantes (SC), Itapoá (SC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Itajaí (SC). 

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